sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

As Crônicas de Nárnia - A Viagem do Peregrino da Alvorada


Achei lamentável a falta de consideração com uma obra inigualável o que foi feito no terceiro filme dessa série, que apesar do sucesso mais modesto, tinha grandeza, beleza e mais magia que Harry Potter.

Eu passei o ano inteiro aguardando que esse filme fosse me surpreender, fosse ter a força de expressão encontrada no livro, mas Michael Apted e os roteiristas serão eternamente responsáveis se esse filme virar o último da saga.

A direção está visivelmente apressada, a trama foi enxugada ao máximo e algumas coisas não foram levadas a sério como deveriam. E ainda por cima inventaram uma fumaça verde patética. Não foi dada a essa série a oportunidade de crescer, não houve evolução. Ecoa como só mais uma desculpa para um filme infantil.

O filme tem detalhes interessantes que dão um gás novo pra série, com destaque para a excelente aparição da personagem Susana Pevensie. Mas é tudo tão apressado e mal explicado que perde a graça. Quem leu o livro sabe que “VPA” é uma história para ser contada com calma, algo que exigiria prazerosas 3 horas de duração nas telas.

Pelo menos houve um esforço para criar um visual condizente com a magia de Nárnia. É tudo tão bonito, mas parece não passar de teoria, ou uma sessão exibida pela rede globo, com cortes brutos. Fora que dá pra sentir a mudança de diretor. Apted não foi íntimo da série e tem a cara de pau de ser pessimista quanto ao futuro desses filmes. Ele vem e dirige um filme todo tremido, com ângulos horrorosos, muda a perspectiva calculista e cheia de maestria de Andrew Adamsom e ainda quer ter essa audácia. É ridículo.

Quebra o ritmo, quebra o ânimo, e deixa o público desapontado. Poderia ter sido mais catástrofe, mas foi o pior rombo que a série poderia ter sofrido.


[por Rodolfo domingos]

sábado, 11 de dezembro de 2010

Ilha do Medo

Bem diferente do seu filme anterior (Os Infiltrados, vencedor do Oscar de Melhor filme), ILHA DO MEDO tem um sabor diferente. É algo mais na linha do psicológico, como um filme que Kubrick teria gostado de dirigir.
A trama de suspense rende bem, mas eu senti uma espécie de frieza no roteiro. Aponto, de primeira, a interpretação de Leonardo DiCaprio, que, mesmo que sua personagem exija tal coisa, me passa a mesma imagem em todos os filmes que protagoniza. Se ele foi ótimo no grandioso “Os Infiltrados”, aqui ele não cativa o público.
É um dos grandes filmes desse ano, mas difícil de digerir. Se falta emoção na trama, pelo menos Scorsese caprichou na parte visual. A fotografia desse filme é uma das mais impressionantes dos últimos tempos e a direção de arte foi presença marcante, precisa.


Eu ouvi de um crítico, em quem confio muito, que o final foi um pouco previsível. Eu tenho de discordar e dizer que tudo que antecede o final é que é o clichê, com um final mais chocante e filosófico.



Muitos dizem que é um dos dez que serão indicados a melhor filme pro Oscar 2011. Eu ainda tenho as minhas dúvidas, mas acho que é um filme que vale conferir. Você pode até não gostar do filme, mas só não pode deixar de reconhecer que Martin Scorsese é um cara de direção precisa e delicada, e dá pra ver essa marca em “Shutter Island”.
[por Rodolfo Domingos]

Sex and the City 2

Caros leitores, antes de começar a escrever sobre esta seqüência, deixo bem claro meu erro como crítico de não ter assistido o primeiro filme, portanto não farei comparações (coisas que eu, particularmente, acho uma mania chata; gosto de julgar cada filme por si só).


Elas são glamorosas e extravagantes, mas chegaram à fase madura da vida e têm de reconhecer isso. Graças aos bons roteiristas do longa isso não foi motivo para render um filme sobre amadurecer em meio às idas e vindas da vida adulta, mas há um forte elemento em meio a tudo isso: Elas sabem se divertir. E é com isso que elas cativam o público.



As situações do filme mostram o fôlego que a série ainda tem. São momentos divertidíssimos e contemporâneos, trilha sonora moderna e alto astral e um visual que beira o carnavalesco – no bom sentido. Falo de um filme colorido, rico em moda. É um exemplar que deveria servir de exemplo para as futuras produções de comédias românticas.


Mesmo com sua longa duração – 2h20min – “sex and the city” tem coesão, em excesso nem falta, é um filme de bom ritmo e trama bem acabada. É diversão feminina da melhor qualidade!


[por Rodolfo Domingos]

A Primeira Noite de um Homem

Esse clássico setentista das comédias românticas não vem pra tratar de assuntos puros e piegas, mas da ousada relação entre rapaz recém formado com uma mulher estonteante, porém mais velha e casada.


As personagens estão muito bem colocadas e, mesmo pros jovens espectadores – principalmente se forem jovens entre 20 e 30 anos – a idéia do filme leva-nos a refletir o quanto pode ser conturbada a juventude. Os diálogos são bem explorados e irreverentes, tomando um tom mais Woody Allen perto do final da fita. A levada alto astral do rock’n’roll Cult deixa o filme emocionante e jovial, e conseguem deixar o espectador bem à vontade. É um filme tranqüilo, muito bem escrito e primorosamente dirigido.




É interessante também saber um detalhe de making of: assim como o roteiro é uma história com quebras de tabu e suas conseqüências, esse filme foi o primeiro longa a ter uma trilha de rock, tornando esse trabalho um marco nesse aspecto. A canção “Mrs. Robinson” é ótima e cai muito bem pra personagem de Dustin Hoffman.




É um filme de uma irreverência jovial muito charmosa!


[por Rodolfo Domingos]

Mãos Talentosas - A história de Ben Carson

O ator Cuba Gooding Jr., cujo único grande papel foi em “Homens de Honra”, vem com um drama leve e familiar.

















A história real de um médico excepcional conseguiu deixar o ator à vontade em seu papel, mas o filme é extremamente econômico em sua forma de contar a história. Temos aqui cenas que parecem apressadas dentro do roteiro e uma falta excessiva de detalhes que uma boa biografia precisa ter. É um longa que joga só no seguro, no arroz e feijão, mesmo em seu potencial para um filme mais interessante. As várias épocas da vida do médico Bem Carson passam como momentos comuns pra dar o recheio, e não como passagens que enriqueceriam uma trajetória.




Enfim, pelo menos eu posso dizer que não é um filme ruim. É uma pedida carinhosa para famílias cristãs, ou só famílias.


[por Rodolfo Domingos]

domingo, 5 de dezembro de 2010

Os Infiltrados

Martin Scorsese tem uma mão delicada para a direção. Há sempre olhares por vários aspectos e uma imensidão de possibilidades na montagem criativa de seus filmes. No caso de “The Departed” (vencedor do Oscar de Melhor Filme em 2007) temos um filme completo, muito bem escrito e de uma linha narrativa de forte presença e personalidade. As personagens fogem dos clichês de bandidos e policiais, ou poderia ser bandido e mocinho, e se desenrolam de formas inesperadas, mas ao mesmo tempo seguras de não ser ficção demais, não ser só mais um filme de ação. A levada rock’n’roll que dá as caras também ajuda muito pra contar uma histpória séria porém relaxada, como se o próprio filme dissesse “Relaxe, isso é cinema. Foi uma obra de inspiração saborosa. Leonardo DiCaprio e Matt Damon estão muito à vontade em seus papeis, mas Mark Wahlberg é quem realmente me preocupa. Ele levou por esse filme uma indicação ao Oscar como ator coadjuvante, sendo que ele brilha pouco a parece pouco à vontade, como se não coubesse nele a personagem. “Os Infiltrados” como um filme de ação original e super alto astral mostra que é ainda há grandes talentos do gênero. E que Scorsese ainda viva muito para produzir filmes que dão o maior prazer de assistir. [por Rodolfo Domingos]

Onde Os Fracos Não Têm Vez

Os filmes dos irmãos mais promissores de Hollywood, Joel e Ethan Coen, são de pura refinação. O toque bucólico é presença marcante e seus personagens sempre andam juntos a roteiros que valorizam a complexidade e o valor de personagens e detalhes que poderiam passar despercebidos. Diálogos sóbrios, Road movie, trilha sonora contida e personagens de bravura sem heroísmo... é tudo o que “No Country for Old Men” é. Uma busca frenética e sombria por 2 milhões de dólares deixa à tona um dos grandes vilões da nossa década, interpretado por um grande talento, Javier Barden. A marca americana deixa claro que grandes histórias não dependem sempre dos efeitos especiais mais modernos, mas podem vir de um soldador, de um xerife de uma cidade pequena ou mesmo de um assassino esquisito que, assim como todo mundo, só quer o dinheiro. [por Rodolfo Domingos]

Machuca

Esse filme é de 2004, de um país que nunca foi conhecido por fazer cinema, o Chile. Foi, sem dúvida, minha primeira experiência do tipo e o resultado foi surpreendente. Há as mesmas precariedades do cinema Brasileiro, mas há uma maturidade de contar histórias de valor. Os diálogos lidam com o tom da realidade, mas ao mesmo da inocência perdida em meio a uma guerra civil e a entrada da adolescência. A produção, mesmo que barata, retratou muito bem um momento histórico e a conseqüência desses fatos na vida das pessoas, na década de 70. As cenas são ricas e o filme, num total, é muito agradável. Se você é um cinéfilo cansado dos filmes tipicamente norteamericanos da nossa década, vai gostar de conhecer esse filme que, obviamente, é falado em outro idioma, mostra outras culturas, outros momentos históricos e outras possibilidades de exploração de personagens. Outro país, outra situação, outras reviravoltas, e resultados totalmente novos. [por Rodolfo Domingos]

O Iluminado

Há mais de Stephen King do que Kubrick neste filme. Dá pra sentir as nuances da direção delicada de Stanley Kubrick, mas é um suspense que cumpre muito bem sua função e não tenta ser intelectual ou calculista ou excêntrico. O clima de suspense é intenso e recheado de uma trilha sonora insana e vertiginosa, assim como visto em “2001 – Uma Odisseia No Espaço”. É um filme de começo pouco marcante e de momentos broxantes que tiram o prazer do elemento surpresa dos suspenses. Se o roteiro fosse mais curto, não precisaríamos ver cenas que pareciam ser todas iguais e repetidamente desnecessárias. Um caso que me deixou chateado foi o descuido de termos 3 cenas de igual montagem, para o caso do menino iluminado andando de velotrol pelos corredores do hotel. Você espera algo na primeira vez e nada acontece. Na segunda vez, nada de novo. Óbvio que o espectador vai saber que em algum momento algo sombrio iria aparecer. Quanto a Jack Nicholson, apesar de seu personagem fazer parte de uma série de clichês, ele atua impecavelmente bem e é a melhor coisa do filme. Mas se a primeira metade do longa deixa a desejar, a segunda é intensa e deixa o espectador aflito. Infelizmente também há repetições de cenas, mas a intensa caçada dá ao filme uma grande sequência que o torna um suspense de alto cacife. [por Rodolfo Domingos]

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Crítica: HARRY POTTER E AS RELÍQUIAS DA MORTE - PARTE 1

O diretor David Yates foi o que deu mais certo na franquia HP, ele dirigiu os três últimos filmes. É fato que ele foi o mais talentoso e colocou Harry Potter num patamar de filmes mais maduros, sem burocracias. Entretanto, ele vem numa tendência de contar bem uma história... tão bem que as cenas perdem muito movimento, o que teria ajudado a render melhor o sexto filme, “O Enigma do Príncipe”. Porém, a 7ª parte é diferente. Preocupado em não decepcionar os fãs, ele fez um filme muito bem contado, fiel ao original, e dramaticamente inovador. É a produção mais séria da saga, e promete deixar o melhor para a segunda parte. Em geral, em qualquer história, cenas de ação são no final, e não é diferente. AS RELÍQUIAS DA MORTE PARTE 1 corresponde a 60% do livro, e introduziu muito bem o prelúdio para um final realmente épico.

O humor adolescente está muito soprado neste filme. É importante que seja um filme pra se levar a sério. Mas em meio ao caos em volta de Harry e os personagens a sua volta, vira e mexe temos cenas graciosas. Pincelando pra não soltar muito, destaco um beijo entre Harry e Herminone... pelados? Outro beijo entre Harry e sua namorada e uma animação sobre a real história das relíquias da morte que encanta as platéias. A direção de Yates é muito profissional, ele trabalha muito bem com a câmera e a fotografia é incrível, a direção de arte foi sutil e impecável. Teremos uma PARTE 2 cheia de ação, mas enquanto isso vale a pena conferir o longa da saga com mais levada Cult, o mais silencioso e sutil. Deu pra compensar o insosso 6° filme e dar uma aliviada na tensão de uma Hogwarts oculta no filme. Um presente que agradará, na maioria, apenas os fãs. [por Rodolfo Domingos]


DVD&BLU-RAY: 2001 - Uma Odisseia No Espaço

O Lendário diretor Stanley Kubrick fez, sem dúvida, 3 dos filmes mais aclamados de todos os tempos. “2001 – Uma Odisséia no espaço” é considerado um dos melhores filmes do século. E eu, mesmo não tendo assistido todos os filmes dos últimos 100 anos, consigo dizer de boca cheia o quanto esse filme me impressionou. Pra começar, um dos motivos que fazem deste um dos melhores clássicos da história do cinema, é a luxuosa produção. Os efeitos não são apenas bons pra 1968, são ótimos até mesmo pra hoje. Há muito realismo nas cenas fora das naves.

Outro ponto máximo do filme é o roteiro introspectivo, porém profundo, existencialista e intrigante. O fato de vermos um supercomputador como o grande vilão é algo aflitivo e muito atual. A visão de Kubrick condiz muito com a vida moderna em nossos dias. O roteiro saiu tão inteligentemente impecável que mesmo na falta de diálogos – a maior parte do filme – grandes mensagens são passadas. Kubrick teve a brilhante idéia de substituir a falta de som que há no espaço (cientificamente provado) por uma trilha sonora colossal. A fusão de música e imagem torna “2001” um filme Kubrick foi capaz de fazer. Um filme único e, sem sombras de dúvida, a melhor e maior ficção científica já produzida.


Pra finalizar, acredito que nem todos tenham gostado do longa pela falta de objetividade. Nos últimos 20 minutos das 2 horas e 20 de duração total, o longa se permite convidar os espectadores a interpretar os fatos como quiserem. O monolito, a explosão de cores, as visões das várias fazes da vida do protagonista num lugar totalmente estranho e aparentemente fora de contexto, até, no final, a visão de um bebê numa situação complexa.


Enquanto cinema, achei uma obra muito original. O filme tem mais de 2 minutos de música insana numa tela preta no começo, no meio e, pros mais atenciosos, no final, depois dos créditos. Edição brilhante e criativa.


Não vou influenciar a sua opinião. Quem não viu, deve assistir. Alguns de curiosos, outros porque se interessam pelo melhor do cinema. Vou deixar pra você assistir e interpretar, não vou expor aqui minha visão da trama. [por Rodolfo Domingos]


DVD&BLU-RAY: Quero Ser John Malkovich

O diretor Spike Jonze, responsável pelo recentemente elogiado “Onde Vivem Os monstros”, Coloca nesse filme um apanhado de ideias loucas, mas que soaram muito bem. Porque motivo alguém poderia entrar num túnel que leva à mente de alguém e porque teve de ser John Malkovich? Ideias difíceis de engolir, personagens ainda mais excêntricos. Ora intrigante, ora hilário, esse filme foi uma surpresa pra mim. É um Cult bem alternativo, de um senso crítico sem alienações. Cameron Diaz, John Malkovich e Joan Cusack formam um trio sensacional e ajudam a criar, e muito bem, uma trama muito surpreendente e ácida. Se por um lado a idéia por trás da trama é teoricamente impossível, as reações e conseqüências para possíveis acontecimentos estão bem “pés no chão”, tratando um pouco de loucura e abismos, com um tom dramático bem trabalhado. [por Rodolfo Domingos]

DVD&BLU-RAY: Ameaça Terrorista

Um thriller de ação quase sem importância, lançado diretamente em home vídeo aqui no Brasil. Samuel L. Jackson num papel exagerado e metido a besta sem necessidade, coadjuvado por atores que mal se destacam dramaticamente. A trama é clichê, as personagens mais ainda, mas sempre há uma possibilidade de inovação ou mesmo de um esquema seguro, mas o desenrolo do filme é repetitivo e sem a tonalidade dramática necessária. Não passa de uma repetição de torturas que não impressionam, principalmente ao público acostumado ao suspense Jogos Mortais, e diálogos tolamente forçados e inserções de temas atuais, como o terrorismo. Basta. [por Rodolfo Domingos]

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

DVD&BLU-RAY: Dúvida

No Oscar de 2009, esse foi, sem dúvida, o filme mais badalado nas categorias de interpretação. Indicado para Ator/atriz/Ator coadjuvante/atriz coadjuvante, dúvida para nisso. Baseado numa peça de teatro e adaptado pelo próprio diretor da peça, "Doubt" acaba caindo na linha teatral. Não é uma coisa clichê, mas tudo é bom porque tem muito texto que exige muito dos intérpretes. O grande problema nisso tudo é que não satisfaz o espectador, falta um ápice, falta emoção, falta boa trilha pra dá "aquela" acabada na produção. É um filme de ator para ator. Até pelo tom polêmico anunciado, o espectador espera um pouco mais de veneno naquele que deveria ser o vilão, o personagem de Philip Seymour Hoffman. Pelo menos o brilho do filme se dá por causa de grandes talentos da nossa geração: Viola Davis (indicada a atriz coadjuvante, mesmo sua participação sendo bem curta), Amy Adams (indicada a coadjuvante, também), Philip Seymour Hoffman (indicado a Melhor ator) e a imponente Meryl Streep, que é a malhor coisa do filme.

DVD&BLU-RAY: Caçador de Recompensas

Jennifer Aniston e Gerard Butler, um dos casais do momento, formam uma bela dupla numa comédia que, graças a Deus, não é uma comédia romântica. Aliás, tive uma grata surpresa nesse filme. É ágil e muito engraçado. Toda a trama é muito bem contada e divide seus ápices primorosamente. Os textos de comédia estão bem montados e não deixam o espectador cochilar, mesmo também por causa das boas cenas de ação, sem exagero. É visível que os poucos momentos de romance da história não são provocadas burocraticamente. A não ser pelo final, que qualquer espectador espera algo mais original e interessante. A comédia mais engraçada depois de Se Beber Não case. [por Rodolfo Domingos]

DVD&BLU-RAY: Em Algum Lugar do Passado

Quem não se lembra da canastrice que foi "A Casa do Lago"? Então, temos aqui um bom exemplar de romances tecnicamente impossíveis. A diferença entre os dois? EMOÇÃO. "Somewere in Time" conta uma história que não se explica dentro de uma lógica, mas, junto a uma das mais belas trilhas sonoras já feitas pra um filme, vem carregado de muita emoção. Apesar de utópica, o espectador vibra por um final feliz que, aparentemente não acontecerá. O protagonista do longa é Christopher Reeves, o galã que imortalizou a verão pra cinema do Super Homem. Ele é bom e se entrega ao personagem que não poderia ser mais piegas. Mas a volta no tempo cheia de frescor e nostalgia ao início do século é o grande charme do filme. O modo misterioso na forma como a primeira cena foi filmada dá um belo convite ao espectador, que, de cara foca intrigado. Não haverá quem não será tocado por Em Algum Lugar do Passado.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Crítica: ATIVIDADE PARANORMAL 2

ALGUMAS CONSIDERAÇÕES ANTES DE VOCÊ LER A MINHA OPINIÃO SOBRE ESSE FILME: 1: Eu não assisti o primeiro filme; 2: tecnicamente fui forçado a ver esse filme, mas garanto que isso não interferiu no texto a baixo.


A seqüência do inesperado sucesso de 2009, Atividade Paranormal 2 traz um novo conceito de contar histórias assustadoras. Quem assistiu “Cloverfield – Monstro” sabe do que eu estou falando. Modo INconvencional de filmagem e tudo é montado para dar a sensação mais próxima de que aquilo foi real. No caso deste longa, temos uma trama que antecede a do primeiro filme, entrelaçando-se com o começo da primeira história mais pro final do filme. Temos cenas de susto? Poucas. Alguma grande cena? Apenas uma. Quando é isso? Depois de uma longa espera de cenas repetitivas e a sensação de que o grande momento nunca chegará. A idéia por trás desse filme é interessante, mas eu esperava bem mais. O espectador com certeza se decepciona com 80% do longa, mas alguns vão se arrepiar com o final, que, além de deixar bem claro que teremos uma continuação, surpreende a todos. A falta de emoção e uma precariedade intencional de trilha sonora tentam deixar os espectadores aflitos, porém a aflição se perde com certo tédio. [por Rodolfo Domingos]


DVD&BLU-RAY: Os Homens que Encaravam Cabras

A construção alternativa desta história o torna uma comédia Cult de situações bizarras. É difícil levar seus personagens a sério, mas o bom disso tudo é que temos aqui grandes atuações de George Clooney, Kevin Spacey e Jeff Bridges. Pros espectadores à procura de uma experiência diferente e estão abertos a novas perspectivas de cinema, um grande filme. Mas devo acrescentar que não é um filme comum e, aqueles que não estão preparados para o conceito novo e relativamente absurdo, não assistam. O humor difícil e o roteiro leve e refrescante faz “The men Who stare at goats” valer a pena de ser conferido, mesmo que por poucos. [por Rodolfo Domingos]

DVD&BLU-RAY: Bonequinha de Luxo

O encantador “A Breakfast at Tiffany” é um filme muito digno. Eu posso comentar de vários pontos que contribuem para o sucesso do filme, a começar pela ilustríssima presença de Audrey Hepburn no papel principal, como a meiga, porém interesseira Holly. Ela já chega grande, com sua presença marcante e beleza de tirar o fôlego. Ela já havia provado talento exímio em “A Princesa e o Plebeu”, que lhe rendeu o Oscar de melhor atriz, e se esbalda em ‘Bonequinha’ como se estivesse em casa.
O filme é muito bem editado, bem acabado e tem um roteiro cativante. As cenas exibem pura beleza e luxo. Não há nada de complexo e intelectual, mas é muito bom ver que, em plena era de ouro, exatamente em 1961, esse filme antecipou a tendência moderna e jovial dos filmes atuais. Inclusive ele se encaixa num gênero escasso na época, mas muito banalizado hoje: a comédia romântica. É divertido, emocionante e funciona muito bem, rende brilhantemente pra um filme de duas horas. E, apesar de o galã da história ter um papel importante pro rumo do filme, está sempre na sombra de Hepburn que se tornou a grande heroína da trama. Isso se deve ao fato de que, diferente das comédias românticas de hoje, Holly tem um perfil revolucionário e incomum, e não a santinha mulher comportada. [por Rodolfo Domingos]

domingo, 7 de novembro de 2010

DVD&BLU-RAY: As Horas

Esse filme poderia ser só mais uma biografia. Mas graças à ousadia do diretor Stephen Daldry, “As Horas” acontece revolucionariamente. A história acontece em três tempos diferentes, na primeira metade do século, contando a vida triste e doentia da escritora Virgínia Woolf, alguns anos depois da morte de Virgínia, passando pela vida de uma dona de casa deprimida que está lendo o principal romance da autora, e o ano de 2001, na dura saga de uma mulher lésbica que tem uma vida muito parecida com a personagem principal do romance.

Todas as três personagens, interpretadas por Nicole Kidman, Julianne Moore e Meryl Streep, estão primorosamente interpretadas. Ninguém rouba a cena uma da outra, as três cabem na história como se tivessem nascido pra isso e mais ninguém pudesse cumprir essa tarefa. Passando pros lados técnicos, eu até que gostaria de falar mais sobre o roteiro, mas imaginando que você, leitor, terá vontade de assistir a esse filme, só posso dizer que não se deve julgar especialmente esse filme pela capa. Não é mais uma história sentimental sobre mulheres que tiveram uma vida difícil. É um roteiro super bem escrito, sério, e, principalmente – e isso sem nenhuma reserva – surpreendente. Minha língua coça pra contar, mas aí você não se surpreenderia tanto. É um filme intensamente belo, de cena após cena de grandiosidade cinematográfica pra ninguém pôr defeito. É um filme de alma e coração. O diretor não perdeu uma oportunidade de riqueza e maestria. Pela primeira vez tive o prazer de assistir a ousadia de um drama sentimental, mas sem puritanismo. [por Rodolfo Domingos]


Esse filme poderia ser só mais uma biografia. Mas graças à ousadia do diretor Stephen Daldry, “As Horas” acontece revolucionariamente. A história acontece em três tempos diferentes, na primeira metade do século, contando a vida triste e doentia da escritora Virgínia Woolf, alguns anos depois da morte de Virgínia, passando pela vida de uma dona de casa deprimida que está lendo o principal romance da autora, e o ano de 2001, na dura saga de uma mulher lésbica que tem uma vida muito parecida com a personagem principal do romance.

Todas as três personagens, interpretadas por Nicole Kidman, Julianne Moore e Meryl Streep, estão primorosamente interpretadas. Ninguém rouba a cena uma da outra, as três cabem na história como se tivessem nascido pra isso e mais ninguém pudesse cumprir essa tarefa. Passando pros lados técnicos, eu até que gostaria de falar mais sobre o roteiro, mas imaginando que você, leitor, terá vontade de assistir a esse filme, só posso dizer que não se deve julgar especialmente esse filme pela capa. Não é mais uma história sentimental sobre mulheres que tiveram uma vida difícil. É um roteiro super bem escrito, sério, e, principalmente – e isso sem nenhuma reserva – surpreendente. Minha língua coça pra contar, mas aí você não se surpreenderia tanto. É um filme intensamente belo, de cena após cena de grandiosidade cinematográfica pra ninguém pôr defeito. É um filme de alma e coração. O diretor não perdeu uma oportunidade de riqueza e maestria. Pela primeira vez tive o prazer de assistir a ousadia de um drama sentimental, mas sem puritanismo. [por Rodolfo Domingos]

DVD&BLU-RAY: Número 23

Eu não tenho muito a dizer sobre o diretor, Joel Shumacher. Falta nele estilo e força. Falta principalmente uma marca. O que mais poderia chamar atenção nesse filme além do fato de podermos ver Jim Carrey num personagem totalmente fora do contexto da sua carreira? Pra começar, foi um desperdício. Analisando a evolução dramática do personagem, concluímos que qualquer outro ator poderia estar no lugar de Carrey. Aliás, é uma premissa cheia de potencial. A história até me surpreendeu um pouco, mas ainda preciso aprender mais em suspense. Mas talvez esse filme seja apenas uma pincelada na arte de contar história paranóicas. Em nenhum momento eu me assustei ou vibrei por algo a mais. A idéia, agrada, mas chega a ser infantil perto de filmes como “O Iluminado”. A intenção em “números que dizem algo” não impressiona nem dá ecos no pós-filme. Mas, podemos perceber, pelo desfecho de tudo, que há um bom escritor por trás disso. Dentro da história, que só pra constar é muito forçada no início, tudo começa com um livro. Com um pouco de censo, tudo teria ficado apenas nas páginas de um bom livro de suspense. [por Rodolfo Domingos]

DVD&BLU-RAY: O Corajoso Ratinho Despereaux

Essa animação é o típico filme que desce redondo. É uma premissa que vem na linha de “Ratatouille”, da Pixar, mas produzindo numa potencial produtora de animação, a Universal. Os personagens são carismáticos, a ambientação é clássica, bem no ideal dos fãs de “Shrek” e animações da era 2-D. Mas no meio de tantos detalhes que o colocam no patamar de mais um bom filme familiar, eu consegui enxergar uma interessante diferença desse longa para com as outras produções do gênero: é tudo no sentimental. O filme ganha a simpatia do espectador num drama de uma cidade que empobrece e, em momento algum, apela pra piadas previsíveis dos filmes infantis. Talvez isso atrapalhe momentos em deveria prevalecer o espírito de aventura, de heroísmo, mas já vale a idéia, que pode ser sempre aprimorada, assim como sua técnica em animação. [por Rodolfo Domingos]

domingo, 31 de outubro de 2010

ATENÇÃO

As críticas abaixo ficaram com os nomes trocados. A do filme À PROVA DE MORTE está com o título de Planeta Terror. E a de PLANETA TERROR , é a crítica abaixo, que está sem título.
A companhia Grindhouse, criada por Robert Rodriguez e Quentin Tarantino a fim de produzir filmes sem compromissos, descontraídos, com referências oitentistas e setentistas, ataca nesse filme com um Cult trash. Todo o clima (e o clímax) do longa se baseia em erros grotescos, imagem ruim, edição catastrófica e um roteiro digno de filmes B. Ou seja, falta organização – e tudo é proposital – em meio a zumbis, cenários podres e manchados de muito sangue e morte, e uma trilha sonora Road, produzida pelo próprio dirertor, Robert Rodriguez. É violento, sarcástico, absurdo mas diverte demais. Nem todos, como é óbvio ao se tratar de Tarantino e Rodriguez, vão curtir e entender o conceito, mas vale apena pra quem procura algo realmente diferente.

Só pra lembrar, a outra produção do Grindhouse, À PROVA DE MORTE é parte desse conjunto de filmes alternativos. E há, inclusive, uma personagem que está nos dois filmes.
[por Rodolfo Domingos]

DVD&BLU-RAY: Planeta Terror

Assim como em Planeta terror, À PROVA DE MORTE, do diretor Quentin Tarantino, é grunge e também absurdo. P. S.: O QUE VOU DIZER A SEGUIR NÃO É UMA CRÍTICA RUIM E FOI TUDO PLANEJADO PELO DIRETOR. O roteiro é tosco, mal organizado, cheio de falhas, erros de continuidade e montagem; a imagem varia, ora granulada como cinema antigo, ora em preto e branco, e no final a imagem fica boa. As personagens falam demais, as cenas são bem estendidas (e olhe que a versão que vemos é a mais curta, inicialmente o filme tinha 2 horas) e as coisas nunca se explicam. O personagem de Kurt Russel é sádico, não passa carisma, mas também não passa medo, mas é um homem de estilo a fim de atacar garotas indefesas. Mas é previsível de Tarantino as surpresas da trama, que acontecem sem que o espectador tenha tempo de refletir suas possibilidades. O filme foi rodado numa linha B também, onde vemos, basicamente, carros antigos, estradas e bares sujos. É a obra mais descompromissada de Tarantino, não é a maior obra prima dele, mas vale a diversão louca que o filme passa.

Crítica: TROPA DE ELITE 2

“O Inimigo agora é outro”, a frase que segue junto ao pôster do filme, deixa bem claro que os horizontes do filme mais badalado do Brasil em anos estão se expandindo. Mas toda essa história não é sensacionalismo barato. É mais. José Padilha levou muito bem às telas o brilhante roteiro de Braulio Mantovani, responsável por Cidade de Deus. as críticas ao “Sistema” são muito fortes e Tropa 2 não tem reservas para falar de política, corrupção, crime organizado, entre outras coisas. Aliás, os espectadores que não forem assisti-lo apenas pelos palavrões e pelos tiros vão perceber que, sem dar nomes aos bois, o bom entretenimento é também uma agulhada em autoridades do momento. As cenas estão fortes, marcando presença de um Capitão – agora coronel – Nascimento com pose e atitude de muito respeito.

Mas, como todo filme, antes de tudo, é entretenimento, o público vai se esbaldar com os novos bordões, as cenas bem humoradas e uma trilha sonora que já começa com o sucesso “Tropa de Elite, osso duro de roer; pega um, pega geral, também vai pegar você” (Tihuana). Um bom drama familiar aqui, outros bons coadjuvantes ali e Tropa de Elite 2 merece todo o sucesso que está tendo. [por Rodolfo Domingos]

sábado, 30 de outubro de 2010

DVD&BLU-RAY: Camp Rock 2 - The Final Jam

Continuação do sucesso de 2008, Camp Rock 2 prometia mais do mesmo. Alguns talvez achem isso, entretanto, apesar das grosserias de um telefilme, vem numa proposta mais madura, mais bem conduzida. Musicalmente, e isso NÃO é gosto pessoal, as canções estão mais firmes, mais interessantes e maduras, e foram colocadas na tela em cenas que realmente têm ar de musical, coisa que não aconteceu no primeiro. Em um musical de verdade as canções começam "do nada" e sem motivo e são estendidas por inteiro. Vemos isso muito bem em The Final Jam e não vimos no original.

No início do texto me referi às grosserias de um telefilme. Bem, em telefilmes, principalmente oa do Disney Channel, a edição é pouco marcada, com cortes feios e os textos em geral são forçados como em uma novela. Há cenas assim neste filme, porém houve um amadurecimento na direção. Repare em como soa com emoções verdadeiras e nada clichês as cenas do final.


No meio de tantas boa canções, dá pra ressaltar que alguns personagens ganharam mais relevância, e protagonizam cenas cheias de charme e carisma, como, por exemplo, os outros 2 Jonas Brothers. Pra finalizar tudo, ainda levamos a mensagem de união e humildade.


Camp Rock 2, me desculpem os cinéfilos conservadores, mas é uma grata surpresa. [por Rodolfo Domingos]

DVD&BLU-RAY: Os Fantasmas Se Divertem

"BeetleJuice" é o Tim Burton de sempre. É encantado, inventivo e mórbido. Pra época, uma supreprodução. Boa trilha sonora, montada pelo cara de sempre, Danny Elfman e visual atraente, esse longa tem estilo, mas poderia se soltar mais, poderia ir mais além. Às vezes tudo parecia até macabro demais, sem se importar que há crianças entre o público principal. Burton fez um filme seguro, okay. Mas um detalhe do filme me incomodou: as cenas em que aparecem monstros bizarros criados na técnica do stop motion ficaram toscos além do permitido, grotescos e, de certa forma, sujaram o visual do longa. Mas é um clássico que, no conjunto da obra, vale a pensa de ser assisido sempre, é atemporal. Passa e passará a mesma ideia através dos tempos por não se tratar apenas de efeitos especiais, mas de um roteiro que já caiu no gosto do público. E vê-lo hoje é como vê-lo em 1989. [por Rodolfo Domingos]

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

DVD&BLU-RAY: Kill Bill volume 2

Quentin se permitiu ousar demais para seus próprios padrões no primeiro volume dessa saga, mas vem com o jeitão original de ser na segunda parte. Menos agressivo, mais focado em diálogos brilhantes em cenas silenciosas e grandes (veja bem, isso não é um defeito), ele não é de fazer mais do mesmo. Kill Bill 2, eu confesso que achei alguns ângulos meio amadores (sem proposta escondida) nos primeiros 40 minutos, mas ele consegue compensar no resto do filme. Aliás, a sensação de entretimento é oculta nesse longa, que me passou mais a sensação de uma boa aula de cinema do que qualquer outra coisa. o trabalho de fotografia, de ângulos, de uso da trilha sonora são totalmente convenientes. Mas sou fã de Tarantino principalmente por seu jeito de montagem dos filmes, sem regras, sem tabus, sem 1 + 1 = 2. O final, não me decepcionou, mas também não causou, pelo menos em mim, o efeito esperado. Uma das mortes na trama me impressionou bem mais do que a cena final, que é na linha meiga. Tá, né. Só uma dica pra quem for assistir: assista a pelo menos metade dos créditos finais, que vão dar algumas pistas sobre a trama. As cenas iniciais e finais (A Noiva dirigindo um carro, luxuosamente sexy, num olhar preto e branco) deixam os espectadores homens apaixonados pela personagem de Uma. [por Rodolfo Domingos]

DVD&BLU-RAY: Kill Bill Volume 1

Quentin Tarantino é um dos diretores mais revolucionários de nossa época. Deve ser por seu jeito sádico e extravagante, por seus filmes cheios de reviravoltas descontraídas. No caso de “Kill Bill – volume 1”, um filme na linha “ultraviolence”, o diretor pinta o sete (ou seria o SET?), e joga com todos os detalhes da trama, bagunçada mas cheia de estilo. Assim como em Pulp Fiction, Uma Thurman é a mulher perfeita para o papel principal, e protagoniza cenas épicas. Mas, o mais legal de se assistir a um Tarantino é ver suas façanhas como diretor, alguém capaz de fazer de todos os momentos um espetáculo, seja ele visual, musical, textual, ou qualquer outro detalhe do filme.
O roteiro é agitado, afiado e se permite ser propositalmente bizarro. As cenas não lineares e primorosamente decoradas com cenas de luta dão o maior charme da história. É a palavra final em qualidade de entretenimento. Motivo: as criações em mundos paralelos, criados por Quentin, atemporais. “A Noiva” é insana e... Brilhante! [por Rodolfo Domingos]

sábado, 23 de outubro de 2010

E FINALMENTE O MELHOR FILME QUE EU JÁ COMENTEI NO BLOG:

O primeiro filme lançado em CinemaScope, técnica hoje substituída pela Panavision, The Robe é arrebatador. Seja como uma importante história religiosa ou só mais uma passagem da Bíblia, O Manto Sagrado chega pra agradar até o mais ateu. Foi indicado a 5 Oscars, em 1953, inclusive Melhor Filme, junto com A Um Passo da Eternidade (que eu também comentei aqui no blog) mas foi também um injustiçado, simplesmente porque não venceu. Uma produção totalmente impecável, com uma cena marcante após a outra, essa produção merecia mais. É deslumbrante, uma obra de arte pra encher os olhos. Tudo nele é mais que correto, é mais que bem feito. Assistindo-o sentimos todos os tipos de emoções, porque simplesmente são vividas impecavelmente por dois protagonistas que mergulharam de cabeça em seus papeis.
Mas um detalhe intrigante e marcante me chamou muita atenção na produção: toda a trama, que tem por estopim a crucificação de Jesus, jamais mostra o rosto dele. É sempre citado ou mostrado em ângulos subjetivos. No máximo o vemos de costas ou seus pés na cruz. E isso faz toda a diferença porque não produz o mesmo efeito que os outros filmes em torno do Cristo.
Com tudo isso o filme é completo, não perde um momento e tem uma das trilhas sonoras mais belas de todos os tempos. (uma última coisa, diretamente a você, que vai assistir a esse filme: atente para a doçura nas cenas românticas do roteiro. É ou não é de deixar qualquer crítico muito feliz?)! [por Rodolfo Domingos]
M. Night Syamalan só teve 1 êxito em toda a sua carreira, o filme “O Sexto Sentido” que o levou às maiores categorias no Oscar. Depois disso ele vem declinando. Suas histórias são mansas demais, sem uma gota de ousadia, mas ele tem seus méritos e consegue criar tramas atraentes, sempre na linha do sobrenatural. Assim fez em “A Vila”, “Corpo Fechado”, “A Dama na Água” e “Sinais”. Mas é lamentável o estado da produção “The Happening” – que deveria ser O ACONTECIMENTO, e não o título vazio e canhestro a cima.
Aliás, VAZIO poderia definir o filme inteiro. Tudo resulta num fracasso gigantesco.
1: Uma das marcas de Syamalan é contar histórias sobrenaturais da forma mais simplória possível. Parece que ele levou seu estilo bem a sério nesse longa. A trama não tem surpresas, é repetitiva e não agrada a ninguém. As personagens estão simplesmente fugindo e morrendo, fugindo e morrendo, fugindo e morrendo...
2: Zooey Deschannel está uma pobreza nesse filme. Sua personagem é sem graça e deveria salvar o filme, mas leva tudo pro buraco. Nunca a vi atriz tão fora da personagem. Participação tola.
3: Mark Whalberg nem precisa ser muito explicado. Ele interpreta aqui o personagem mais batido em ficções científicas: o cara que tem explicações para os fenômenos e precisará unir seus laços familiares a fim de se salvar ou salvar a humanidade, seja lá o que for. E é mais que óbvio que eles vão conseguir.
4: Que edição ruim, que roteiro fraco, que desculpa besta para um filme. Quando é o ápice do filme? Quem liberou dinheiro pra essa porcaria?
M. Night Syamalan, por enquanto, só tem nome.
(só pra complementar, “O Último Mestre do Ar” é seu filme mais recente. É o primeiro filme que ele não escreveu. Portanto, bom ou ruim, será injusto compará-lo aos filmes citados acima) [por Rodolfo Domingos

DVD&BLU-RAY: Os Garotos Perdidos

Antes de Crepúsculo havia... The Lost Boys. Não estamos falando de uma obra prima do cinema, mas de um ícone vampiresco da geração oitentista. Ainda que com algumas inovações, aqui estão os vampiros de verdade – caras de macho, queimam no sol, dormem de dia e realmente estão a fim de sangue humano. Eu só não sabia que eles voavam. Mas quanto a isso, tudo okay.
Neste longa tipicamente trash, vemos dois jovens irmãos que se mudam para uma pacata cidade e, enquanto um vira vampiro ao tentar se enturmar, o mais novo passa seus dias a caçar as criaturas com os famosos Frog Brothers. Diversão rasgada e rock ‘n’ roll misturam-se num filme totalmente honesto, sem firulas, que vai direto ao ponto. Os avanços de câmera e as tentativas de fazer suspense tornam o filme curioso, deixando sempre o espectador à espera de um susto que só chega pros mais desavisados. E ainda podemos ver no mais poderoso visual banda de rock farofa o astro de “24 Horas” Kieffer Shutterland e, falecido recentemente, Cory Haim, na pele do irmão mais novo. [por Rodolfo Domingos]

sábado, 16 de outubro de 2010

DVD&BLU-RAY: Simplesmente Amor

Eu sei, eu sei que esse filme é velho e que provavelmente todos vocês já assistiram. Mas, seguindo uma dica – um conselho – de um admirador e crítico do meu blog, sinto-me na obrigação de falar sobre esse filme, que eu só o assisti pela primeira vez nessa semana, porque ele encaixa perfeitamente numa produção que eu admiro pessoalmente ao extremo, mas tem seus problemas.

Parte da fama deste filme aqui no Brasil dá-se pela presença quase invisível do brasileiro (e também petropolitano) Rodrigo Santoro. Sem seguir um roteiro simples, o longa mostra histórias de amor, de vários tipos, na vida de várias personagens durante a época do Natal.

Assim como o próprio Hugh Grant cita no início da história, o amor está por toda a parte. Daí o espectador já se prepara pra um filme emotivo. De fato, o filme respira amor – o tempo todo, deixando à mostra que o título encaixa perfeitamente. Só não esperávamos que fosse tanto. São muitos personagens, muito interessantes e bem interpretados, até, mas o filme inteiro suas histórias são contadas com o coração na mão. A trilha é amorosamente pesada, contínua. É uma história à beira de um ataque do coração. O filme rendeu demais, além do esperado, com um final um tanto arrastado, naquele clima de pulsação e emoção, deixando o público aflito. Algumas cenas chegam à linha da força, e nem escondem que só estão ali pra uma espécie de “pôr água no feijão”. Isso faz de uma das histórias bem desnecessárias e friamente mal aproveitadas.


Mas, como eu disse, não é um filme ruim, apenas exagerado. [por Rodolfo Domingos]

DVD&BLU-RAY: Eu, Meu Irmão e Nossa Namorada

Estamos acostumados a ver Steve Carrel em comédias, ora familiares, ora mais picantes, mas ele é o nosso comediante. Aqui ele não faz nem tenta fazer humor. Sua personagem apaixona-se, sem querer, pela namorada do irmão. Junte isso a uns dramas familiares batidos demais (como o pai que tem que suprir a falta da mãe, que morreu recentemente) e temos essa dramédia agridoce, que não cria muita expectativa e muito menos emociona. Mas, é importante ressaltar que, mesmo num filme leve desse porte, Steve Carrel consegue roubar a cena, chamando mais atenção que o seu irmão ou a namorada [Juliete Binoche] (essa que tem poucas falas e, propositalmente ou não, não tem a menor química com Dan Cook – morno)
Caerrel precisa ser desafiado, precisa ousar mais. [por Rodolfo Domingos]

terça-feira, 12 de outubro de 2010

DVD&BLU-RAY: Idas e Vindas do Amor

Repleto de superestrelas da atual fase hollywoodiana, isso sem nenhum exagero, Valentine's Day tem sabor romântico e charmoso. Além de ser um filme de deixar qualquer espectador com largos sorrisos, do tipo que agrada a todos os públicos, é uma comédia romântica excelente, com o melhor do gênero. Roteiro divertidíssimo, esse longa apresenta um número quase excessivo de personagens, mas não deixa uma história sequer sem um desfecho digno. Todos os personagens são interessantes, e o andamento da história é muito bem amarrada. E tem o clima doce e fofo de Dia Dos Namorados. Pipoca Total! [Por Rodolfo Domingos]

DVD&BLU-RAY: Caçadores de Dragões

Eu nunca espero muito de animações de estúdios pequenos e, na maioria das vezes eu sempre me decepciono com eles. Mas de Caçadores de Dragões eu gostei. os cenários são impressionantes, apesar de a técnica não ser muito rebuscada. Gostai também da ideia, num roteiro cheio de ação e aventura, explorando raramente o campo mais usado nos infantis, que é a comédia. Eu teria o maior prazer em dirigir um Live-Action dessa história, que não é o melhor filme de animação da história, mas entretém, principalmente os rapazes. É claro que há pontos visivelmente forçados, como uma garotinha que fala demais e paga de tiete do verdadeiro e humilde herói da história. [Por Rodolfo Domingos]