A sinopse poderia referir-se a um comédia romântica qualquer, voltada para o público feminino. Mas essa história de amor (exagero de minha parte) é uma das maiores surpresas da década. Trata-se de uma completa obra de arte moderna, com cara de filme clichê, mas de conteúdo cult e alternativo. Não, pode até ser um erro chamar um filme formado num cotidiano parte do dia-a-dia de muitas pessoas da idade do sucesso de alternativo, quando, na verdade, isso é real e finais felizes de filmes de capa branca com um galã carismático e uma mocinha correta e de família é que deveriam ser chamados de alternativos. Afinal, esse tipo de histórias não acontecem como nos filmes. Premissas cults à parte, oura coisa que dá um megashow é a ótima e perfeita trilha sonora pop (com referências até a ótima banda Belle & Sebastian), que dá ao espectador a vontade de assisti-lo em alto volume. Algumas pessoas até chegam a discordar do que vou dizer, mas ponho minha mão no fogo pelo merecimento de "500" a concorrência (o que não ocorreu) do Oscar de melhor filme.
Cheio de sacadas espertas e inteligente, regado à beleza e simplicidade de dois protagonistas que não tentam fazer tipos utópicos, "500 Days Of Summer" é uma Fantástica experiência de insersão à filosofias de realidade. [por Rodolfo D.]

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