Será A ORIGEM o maior e melhor filme do ano? Sim, pode apostar. É uma tendência incrível, cheio de uma teoria revolucionária e impossível. Mas tratada com muito pé no chão, muita seriedade, ganhando pontos em pequenos detalhes que saem dos clichês. O diretor Chris Nolan é um grande autor de cinema, e em INCEPTION ele produziu uma obra prima que vai ficar pra história. Tratar do mundo dos sonhos é de uma aura incrível e grandiosa, que deixa o espectador extasiado. Todos os atores estão no tom exato, no ponto. Os efeitos especiais Vêm pra incrementar a história, sem exageros, mas em cenas bonitas, cheias de vida. O roteiro é bem escrito e ficou muito bem na tela. Pode apenas confundir aquele espectador mais desatento. Mas, pensei, a confusão fica pro espectador assim como fica – propositalmente – para as personagens: confundir realidade e sonho. Mas, acima de tudo, é uma história de amor. Leonardo DiCaprio vai fundo pra voltar pra casa e reencontrar os filhos; e ainda tem de conviver não confusão de emoções que as miragens de sua falecida esposa lhe causa em sonhos quase reais.Bem diferente do fenômeno do final de 2009 Avatar, A origem é áudio (a trilha sonora abala e é quase na linha POP), é visual e é inteligência atraente. Matrix perto de A ORIGEM deveria ter vergonha de ter sido concebida. Mas já virou clichê comparar os dois. Chris Nolan se consagra e pode começar a esperar o Oscar. Direção, fotografia, trilha sonora, edição, efeitos visuais, edição e mixagem de som, melhor ator, melhor atriz coadjuvante, melhor roteiro original e melhor filme são OS Oscars que eu daria pra INCEPTION: que nada tem a ver com ORIGEM. O grande disparate do filme é uma cena em que, legendado, vemos: “Você precisa saber algo sobre a origem.” No filme inteiro lemos inserção. [por Rodolfo Domingos]



Chega a ser ridículo algumas situações desse filme, que a todo instante força a barra. Tá, diverte sim, mas enquanto cinema faz feio, e muito feio. A produção é toda direitinha, trilha sonora bacaninha, mas tudo é muito fácil e corrido num roteiro que, mais clichê, impossível. E olha que o filme "(500) dias com ela" é uma prova de que é superpossível produzir um do gênero de forma original e criativa. Enfim, como consegue cumprir exigências bem burocráticas, até não é de tudo ruim; dá pra tirar risadas leves. Entretém - ainda que de forma precipitada. [por Rodolfo Domingos]

















