Irreverência e originalidade é a especialidade de Quentin Tarantino. Esse longa, que marcou o início de sua carreira, foi direto para o Oscar. Não venceu, mas já merecia a indicação a melhor filme. Recheado de astros, mesmo que às vezes em participações bem pequenas, Pulp Fiction (“Tempo de Violência”?!) é um filme cheio de lances espertos, montagem curiosa e roteiro muito bem escrito. E ainda é uma fita de ação que não apela, nem para a sexualidade, nem para efeitos especiais, nem para piadas grotescas... para nada. As cenas são bem exploradas, nenhuma personagem brilha mais que a outra, e todos são vilões e mocinhos, ao mesmo tempo, tornando tudo ainda mais interessante.O toque único de Tarantino é mais que especial nas cenas. Ele ainda se dá ao luxo de puxar uma pontinha lá pro final da história. Tudo é tão bem pensado que nem mesmo a trilha sonora é desperdiçada, tocada apenas em momentos oportunos – com destaque para um dueto de dança entre Uma e Travolta.
Depois de assistir a esse filme, só uma coisa muda com a minha visão de BASTARDOS INGLÓRIOS, que tem todos esses elementos a cima. Ou seja, não que Tarantino não tenha inovado, mas a receita desse bolo é certeira e é a mesma.
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