
domingo, 31 de outubro de 2010
ATENÇÃO
As críticas abaixo ficaram com os nomes trocados. A do filme À PROVA DE MORTE está com o título de Planeta Terror. E a de PLANETA TERROR , é a crítica abaixo, que está sem título.

A companhia Grindhouse, criada por Robert Rodriguez e Quentin Tarantino a fim de produzir filmes sem compromissos, descontraídos, com referências oitentistas e setentistas, ataca nesse filme com um Cult trash. Todo o clima (e o clímax) do longa se baseia em erros grotescos, imagem ruim, edição catastrófica e um roteiro digno de filmes B. Ou seja, falta organização – e tudo é proposital – em meio a zumbis, cenários podres e manchados de muito sangue e morte, e uma trilha sonora Road, produzida pelo próprio dirertor, Robert Rodriguez. É violento, sarcástico, absurdo mas diverte demais. Nem todos, como é óbvio ao se tratar de Tarantino e Rodriguez, vão curtir e entender o conceito, mas vale apena pra quem procura algo realmente diferente.Só pra lembrar, a outra produção do Grindhouse, À PROVA DE MORTE é parte desse conjunto de filmes alternativos. E há, inclusive, uma personagem que está nos dois filmes.
[por Rodolfo Domingos]
DVD&BLU-RAY: Planeta Terror
Assim como em Planeta terror, À PROVA DE MORTE, do diretor Quentin Tarantino, é grunge e também absurdo. P. S.: O QUE VOU DIZER A SEGUIR NÃO É UMA CRÍTICA RUIM E FOI TUDO PLANEJADO PELO DIRETOR. O roteiro é tosco, mal organizado, cheio de falhas, erros de continuidade e montagem; a imagem varia, ora granulada como cinema antigo, ora em preto e branco, e no final a imagem fica boa. As personagens falam demais, as cenas são bem estendidas (e olhe que a versão que vemos é a mais curta, inicialmente o filme tinha 2 horas) e as coisas nunca se explicam. O personagem de Kurt Russel é sádico, não passa carisma, mas também não passa medo, mas é um homem de estilo a fim de atacar garotas indefesas. Mas é previsível de Tarantino as surpresas da trama, que acontecem sem que o espectador tenha tempo de refletir suas possibilidades. O filme foi rodado numa linha B também, onde vemos, basicamente, carros antigos, estradas e bares sujos. É a obra mais descompromissada de Tarantino, não é a maior obra prima dele, mas vale a diversão louca que o filme passa. Crítica: TROPA DE ELITE 2
“O Inimigo agora é outro”, a frase que segue junto ao pôster do filme, deixa bem claro que os horizontes do filme mais badalado do Brasil em anos estão se expandindo. Mas toda essa história não é sensacionalismo barato. É mais. José Padilha levou muito bem às telas o brilhante roteiro de Braulio Mantovani, responsável por Cidade de Deus. as críticas ao “Sistema” são muito fortes e Tropa 2 não tem reservas para falar de política, corrupção, crime organizado, entre outras coisas. Aliás, os espectadores que não forem assisti-lo apenas pelos palavrões e pelos tiros vão perceber que, sem dar nomes aos bois, o bom entretenimento é também uma agulhada em autoridades do momento. As cenas estão fortes, marcando presença de um Capitão – agora coronel – Nascimento com pose e atitude de muito respeito. Mas, como todo filme, antes de tudo, é entretenimento, o público vai se esbaldar com os novos bordões, as cenas bem humoradas e uma trilha sonora que já começa com o sucesso “Tropa de Elite, osso duro de roer; pega um, pega geral, também vai pegar você” (Tihuana). Um bom drama familiar aqui, outros bons coadjuvantes ali e Tropa de Elite 2 merece todo o sucesso que está tendo. [por Rodolfo Domingos]
sábado, 30 de outubro de 2010
DVD&BLU-RAY: Camp Rock 2 - The Final Jam
Continuação do sucesso de 2008, Camp Rock 2 prometia mais do mesmo. Alguns talvez achem isso, entretanto, apesar das grosserias de um telefilme, vem numa proposta mais madura, mais bem conduzida. Musicalmente, e isso NÃO é gosto pessoal, as canções estão mais firmes, mais interessantes e maduras, e foram colocadas na tela em cenas que realmente têm ar de musical, coisa que não aconteceu no primeiro. Em um musical de verdade as canções começam "do nada" e sem motivo e são estendidas por inteiro. Vemos isso muito bem em The Final Jam e não vimos no original.No início do texto me referi às grosserias de um telefilme. Bem, em telefilmes, principalmente oa do Disney Channel, a edição é pouco marcada, com cortes feios e os textos em geral são forçados como em uma novela. Há cenas assim neste filme, porém houve um amadurecimento na direção. Repare em como soa com emoções verdadeiras e nada clichês as cenas do final.
No meio de tantas boa canções, dá pra ressaltar que alguns personagens ganharam mais relevância, e protagonizam cenas cheias de charme e carisma, como, por exemplo, os outros 2 Jonas Brothers. Pra finalizar tudo, ainda levamos a mensagem de união e humildade.
Camp Rock 2, me desculpem os cinéfilos conservadores, mas é uma grata surpresa. [por Rodolfo Domingos]
DVD&BLU-RAY: Os Fantasmas Se Divertem
"BeetleJuice" é o Tim Burton de sempre. É encantado, inventivo e mórbido. Pra época, uma supreprodução. Boa trilha sonora, montada pelo cara de sempre, Danny Elfman e visual atraente, esse longa tem estilo, mas poderia se soltar mais, poderia ir mais além. Às vezes tudo parecia até macabro demais, sem se importar que há crianças entre o público principal. Burton fez um filme seguro, okay. Mas um detalhe do filme me incomodou: as cenas em que aparecem monstros bizarros criados na técnica do stop motion ficaram toscos além do permitido, grotescos e, de certa forma, sujaram o visual do longa. Mas é um clássico que, no conjunto da obra, vale a pensa de ser assisido sempre, é atemporal. Passa e passará a mesma ideia através dos tempos por não se tratar apenas de efeitos especiais, mas de um roteiro que já caiu no gosto do público. E vê-lo hoje é como vê-lo em 1989. [por Rodolfo Domingos]quinta-feira, 28 de outubro de 2010
DVD&BLU-RAY: Kill Bill volume 2
Quentin se permitiu ousar demais para seus próprios padrões no primeiro volume dessa saga, mas vem com o jeitão original de ser na segunda parte. Menos agressivo, mais focado em diálogos brilhantes em cenas silenciosas e grandes (veja bem, isso não é um defeito), ele não é de fazer mais do mesmo. Kill Bill 2, eu confesso que achei alguns ângulos meio amadores (sem proposta escondida) nos primeiros 40 minutos, mas ele consegue compensar no resto do filme. Aliás, a sensação de entretimento é oculta nesse longa, que me passou mais a sensação de uma boa aula de cinema do que qualquer outra coisa. o trabalho de fotografia, de ângulos, de uso da trilha sonora são totalmente convenientes. Mas sou fã de Tarantino principalmente por seu jeito de montagem dos filmes, sem regras, sem tabus, sem 1 + 1 = 2. O final, não me decepcionou, mas também não causou, pelo menos em mim, o efeito esperado. Uma das mortes na trama me impressionou bem mais do que a cena final, que é na linha meiga. Tá, né. Só uma dica pra quem for assistir: assista a pelo menos metade dos créditos finais, que vão dar algumas pistas sobre a trama. As cenas iniciais e finais (A Noiva dirigindo um carro, luxuosamente sexy, num olhar preto e branco) deixam os espectadores homens apaixonados pela personagem de Uma. [por Rodolfo Domingos] DVD&BLU-RAY: Kill Bill Volume 1
Quentin Tarantino é um dos diretores mais revolucionários de nossa época. Deve ser por seu jeito sádico e extravagante, por seus filmes cheios de reviravoltas descontraídas. No caso de “Kill Bill – volume 1”, um filme na linha “ultraviolence”, o diretor pinta o sete (ou seria o SET?), e joga com todos os detalhes da trama, bagunçada mas cheia de estilo. Assim como em Pulp Fiction, Uma Thurman é a mulher perfeita para o papel principal, e protagoniza cenas épicas. Mas, o mais legal de se assistir a um Tarantino é ver suas façanhas como diretor, alguém capaz de fazer de todos os momentos um espetáculo, seja ele visual, musical, textual, ou qualquer outro detalhe do filme.O roteiro é agitado, afiado e se permite ser propositalmente bizarro. As cenas não lineares e primorosamente decoradas com cenas de luta dão o maior charme da história. É a palavra final em qualidade de entretenimento. Motivo: as criações em mundos paralelos, criados por Quentin, atemporais. “A Noiva” é insana e... Brilhante! [por Rodolfo Domingos]
sábado, 23 de outubro de 2010
O primeiro filme lançado em CinemaScope, técnica hoje substituída pela Panavision, The Robe é arrebatador. Seja como uma importante história religiosa ou só mais uma passagem da Bíblia, O Manto Sagrado chega pra agradar até o mais ateu. Foi indicado a 5 Oscars, em 1953, inclusive Melhor Filme, junto com A Um Passo da Eternidade (que eu também comentei aqui no blog) mas foi também um injustiçado, simplesmente porque não venceu. Uma produção totalmente impecável, com uma cena marcante após a outra, essa produção merecia mais. É deslumbrante, uma obra de arte pra encher os olhos. Tudo nele é mais que correto, é mais que bem feito. Assistindo-o sentimos todos os tipos de emoções, porque simplesmente são vividas impecavelmente por dois protagonistas que mergulharam de cabeça em seus papeis.
Mas um detalhe intrigante e marcante me chamou muita atenção na produção: toda a trama, que tem por estopim a crucificação de Jesus, jamais mostra o rosto dele. É sempre citado ou mostrado em ângulos subjetivos. No máximo o vemos de costas ou seus pés na cruz. E isso faz toda a diferença porque não produz o mesmo efeito que os outros filmes em torno do Cristo.
Com tudo isso o filme é completo, não perde um momento e tem uma das trilhas sonoras mais belas de todos os tempos. (uma última coisa, diretamente a você, que vai assistir a esse filme: atente para a doçura nas cenas românticas do roteiro. É ou não é de deixar qualquer crítico muito feliz?)! [por Rodolfo Domingos]
Mas um detalhe intrigante e marcante me chamou muita atenção na produção: toda a trama, que tem por estopim a crucificação de Jesus, jamais mostra o rosto dele. É sempre citado ou mostrado em ângulos subjetivos. No máximo o vemos de costas ou seus pés na cruz. E isso faz toda a diferença porque não produz o mesmo efeito que os outros filmes em torno do Cristo.
Com tudo isso o filme é completo, não perde um momento e tem uma das trilhas sonoras mais belas de todos os tempos. (uma última coisa, diretamente a você, que vai assistir a esse filme: atente para a doçura nas cenas românticas do roteiro. É ou não é de deixar qualquer crítico muito feliz?)! [por Rodolfo Domingos]
M. Night Syamalan só teve 1 êxito em toda a sua carreira, o filme “O Sexto Sentido” que o levou às maiores categorias no Oscar. Depois disso ele vem declinando. Suas histórias são mansas demais, sem uma gota de ousadia, mas ele tem seus méritos e consegue criar tramas atraentes, sempre na linha do sobrenatural. Assim fez em “A Vila”, “Corpo Fechado”, “A Dama na Água” e “Sinais”. Mas é lamentável o estado da produção “The Happening” – que deveria ser O ACONTECIMENTO, e não o título vazio e canhestro a cima.Aliás, VAZIO poderia definir o filme inteiro. Tudo resulta num fracasso gigantesco.
1: Uma das marcas de Syamalan é contar histórias sobrenaturais da forma mais simplória possível. Parece que ele levou seu estilo bem a sério nesse longa. A trama não tem surpresas, é repetitiva e não agrada a ninguém. As personagens estão simplesmente fugindo e morrendo, fugindo e morrendo, fugindo e morrendo...
2: Zooey Deschannel está uma pobreza nesse filme. Sua personagem é sem graça e deveria salvar o filme, mas leva tudo pro buraco. Nunca a vi atriz tão fora da personagem. Participação tola.
3: Mark Whalberg nem precisa ser muito explicado. Ele interpreta aqui o personagem mais batido em ficções científicas: o cara que tem explicações para os fenômenos e precisará unir seus laços familiares a fim de se salvar ou salvar a humanidade, seja lá o que for. E é mais que óbvio que eles vão conseguir.
4: Que edição ruim, que roteiro fraco, que desculpa besta para um filme. Quando é o ápice do filme? Quem liberou dinheiro pra essa porcaria?
M. Night Syamalan, por enquanto, só tem nome.
(só pra complementar, “O Último Mestre do Ar” é seu filme mais recente. É o primeiro filme que ele não escreveu. Portanto, bom ou ruim, será injusto compará-lo aos filmes citados acima) [por Rodolfo Domingos
DVD&BLU-RAY: Os Garotos Perdidos
Antes de Crepúsculo havia... The Lost Boys. Não estamos falando de uma obra prima do cinema, mas de um ícone vampiresco da geração oitentista. Ainda que com algumas inovações, aqui estão os vampiros de verdade – caras de macho, queimam no sol, dormem de dia e realmente estão a fim de sangue humano. Eu só não sabia que eles voavam. Mas quanto a isso, tudo okay.Neste longa tipicamente trash, vemos dois jovens irmãos que se mudam para uma pacata cidade e, enquanto um vira vampiro ao tentar se enturmar, o mais novo passa seus dias a caçar as criaturas com os famosos Frog Brothers. Diversão rasgada e rock ‘n’ roll misturam-se num filme totalmente honesto, sem firulas, que vai direto ao ponto. Os avanços de câmera e as tentativas de fazer suspense tornam o filme curioso, deixando sempre o espectador à espera de um susto que só chega pros mais desavisados. E ainda podemos ver no mais poderoso visual banda de rock farofa o astro de “24 Horas” Kieffer Shutterland e, falecido recentemente, Cory Haim, na pele do irmão mais novo. [por Rodolfo Domingos]
sábado, 16 de outubro de 2010
DVD&BLU-RAY: Simplesmente Amor
Eu sei, eu sei que esse filme é velho e que provavelmente todos vocês já assistiram. Mas, seguindo uma dica – um conselho – de um admirador e crítico do meu blog, sinto-me na obrigação de falar sobre esse filme, que eu só o assisti pela primeira vez nessa semana, porque ele encaixa perfeitamente numa produção que eu admiro pessoalmente ao extremo, mas tem seus problemas.Parte da fama deste filme aqui no Brasil dá-se pela presença quase invisível do brasileiro (e também petropolitano) Rodrigo Santoro. Sem seguir um roteiro simples, o longa mostra histórias de amor, de vários tipos, na vida de várias personagens durante a época do Natal.
Assim como o próprio Hugh Grant cita no início da história, o amor está por toda a parte. Daí o espectador já se prepara pra um filme emotivo. De fato, o filme respira amor – o tempo todo, deixando à mostra que o título encaixa perfeitamente. Só não esperávamos que fosse tanto. São muitos personagens, muito interessantes e bem interpretados, até, mas o filme inteiro suas histórias são contadas com o coração na mão. A trilha é amorosamente pesada, contínua. É uma história à beira de um ataque do coração. O filme rendeu demais, além do esperado, com um final um tanto arrastado, naquele clima de pulsação e emoção, deixando o público aflito. Algumas cenas chegam à linha da força, e nem escondem que só estão ali pra uma espécie de “pôr água no feijão”. Isso faz de uma das histórias bem desnecessárias e friamente mal aproveitadas.
Mas, como eu disse, não é um filme ruim, apenas exagerado. [por Rodolfo Domingos]
DVD&BLU-RAY: Eu, Meu Irmão e Nossa Namorada
Estamos acostumados a ver Steve Carrel em comédias, ora familiares, ora mais picantes, mas ele é o nosso comediante. Aqui ele não faz nem tenta fazer humor. Sua personagem apaixona-se, sem querer, pela namorada do irmão. Junte isso a uns dramas familiares batidos demais (como o pai que tem que suprir a falta da mãe, que morreu recentemente) e temos essa dramédia agridoce, que não cria muita expectativa e muito menos emociona. Mas, é importante ressaltar que, mesmo num filme leve desse porte, Steve Carrel consegue roubar a cena, chamando mais atenção que o seu irmão ou a namorada [Juliete Binoche] (essa que tem poucas falas e, propositalmente ou não, não tem a menor química com Dan Cook – morno)Caerrel precisa ser desafiado, precisa ousar mais. [por Rodolfo Domingos]
terça-feira, 12 de outubro de 2010
DVD&BLU-RAY: Idas e Vindas do Amor
Repleto de superestrelas da atual fase hollywoodiana, isso sem nenhum exagero, Valentine's Day tem sabor romântico e charmoso. Além de ser um filme de deixar qualquer espectador com largos sorrisos, do tipo que agrada a todos os públicos, é uma comédia romântica excelente, com o melhor do gênero. Roteiro divertidíssimo, esse longa apresenta um número quase excessivo de personagens, mas não deixa uma história sequer sem um desfecho digno. Todos os personagens são interessantes, e o andamento da história é muito bem amarrada. E tem o clima doce e fofo de Dia Dos Namorados. Pipoca Total! [Por Rodolfo Domingos]DVD&BLU-RAY: Caçadores de Dragões
Eu nunca espero muito de animações de estúdios pequenos e, na maioria das vezes eu sempre me decepciono com eles. Mas de Caçadores de Dragões eu gostei. os cenários são impressionantes, apesar de a técnica não ser muito rebuscada. Gostai também da ideia, num roteiro cheio de ação e aventura, explorando raramente o campo mais usado nos infantis, que é a comédia. Eu teria o maior prazer em dirigir um Live-Action dessa história, que não é o melhor filme de animação da história, mas entretém, principalmente os rapazes. É claro que há pontos visivelmente forçados, como uma garotinha que fala demais e paga de tiete do verdadeiro e humilde herói da história. [Por Rodolfo Domingos]sábado, 9 de outubro de 2010
DVD&BLU-RAY: A Um Passo Da Eternidade
Propositalmente filmado em preto e branco, FROM HERE TO ETERNITY é um ótimo filme, um roteiro sensacional. Mas talvez o público de hoje não o veja da melhor maneira, porque o filme tem como característica a negação de fortes emoções. É uma história bonita, mas onde também acontecem coisas trágicas. Mas é bacana, o filme entretém tranquilamente, é uma história atemporal, principalmente para os norteamericanos. Fez tão bem que, em 1953, dos 13 Oscars a que foi indicado, levou 8, incluindo Melhor Filme. Uma boa maneira de se conhecer a era de ouro do cinema. Uma lástima que hoje em dia filmes assim não são devidamente reconhecidos. [por Rodolfo Domingos]
DVD&BLU-RAY: Os Fantasmas Trapalhões
Essa sim é a verdadeira turma do Didi. Seus filmes eram simples, baratos, mas encantadores. Quase um cinema B. Vamos sempre assistir a cenas um tanto toscas, mas é diversão pura. Eu assisti a esse filme e sempre me pegava com um sorriso largo, e até mesmo ri em algumas cenas. O espectador se enche de nostalgia. Com meus recentes 17 anos, não peguei essa época no auge, mas sempre assistia a esses filmes na Sessão da Tarde.No caso deste, há algumas aparições de gente “da moda” pra agitar o filme, umas cenas deslocadas de música – só pra render o filme – e o humor típico e palhaço dos trapalhões. Como sempre, Renato Aragão protagoniza as melhores piadas. Dali pra frente o cinema nacional teria muito a evoluir, mas o que os filmes do Didi ganhou em recursos, perdeu em encanto e, automaticamente, credibilidade. É uma pena, mas pelo menos, enquanto pôde, Didi e a sua turma fez muitos e bons filmes. [por Rodolfo Domingos]
Crítica: A JOVEM RAINHA VITÓRIA
Vencedor do Oscar de Melhor Figurino este ano, A JOVEM RAINHA VITÓRIA é um grande romance histórico. Tecnicamente perfeito (trilha sonora, figurino, edição, fotografia, direção de arte e interpretações... todos muito bons), começa caindo no conceito de quem o assiste, quando, à primeira metade do filme, o roteiro se atropela nas informações históricas, muitos anos de história mal compreendidos pelo espectador. Mas quando, de forma simples e apaixonante, o longa foca na história de amor principal, passa a esbanjar charme e simpatia. As cenas, muito bem projetadas, são um mergulho numa espécie de cinema aparentemente chato, mas muito bem feito, ao estilo dos grandes filmes do passado. Verdadeiro cinemão. Em um clima alto astral, Emily Blunt e seus coadjuvantes, como Paul Bettany e Jim Broadbent, parecem caber como uma luva na história. [Por Rodolfo Domingos]DVD&BLU-RAY: Marido Por Acaso
Sinto vergonha alheia ao ver atores de alto conceito se prestando a personagens ruins num filme ainda pior. To falando de Colin Firth, Uma Thurman e Jefrey Dean Morgan. Em sua primeira metade, o filme se embola numa tentativa frustrada de fazer comédia e apresenta muito mal a premissa do roteiro. Os textos são ruins, os atores estão fracos, sem o menor carisma pro mínimo do gênero de comédia romântica.Mas, na segunda metade, o filme ao menos se acerta, explica-se melhor e parece ter percebido sozinho a sucessão de tragédias dos primeiros 45 minutos. Mas nem isso deixa o filme digno de algum elogio. Gostei de como fizeram o final, mas só isso. [por Rodolfo Domingos]
DVD&BLURAY: Planeta 51
Eu não sou muito fã de animações, principalmente se, como Planeta 51, não for uma produção Pixar ou DreamWorks. Mas, se compararmos este filme a outras animações de estúdios menores, Planeta 51 não faz feio, tem uma produção caprichada, trilha sonora pomposa digna dos melhores filmes de ficção científica, e tem um roteiro bem acabado, cheio de bons textos – às vezes forçadamente engraçados – e vem cheio de boa referências a clássicos, como E.T.: O EXTRATERRESTRE, O EXTERMINADOR DO FUTURO e CANTANDO NA CHUVA. Talvez o personagem mais carismático do filme seja um robozinho (muito parecido com o Wall-e) que acompanha um astronauta cheio de caras e bocas. No final, tudo acaba com uma boa lição de moral: respeitar os seres diferentes. [por Rodolfo Domingos]sábado, 2 de outubro de 2010
Crítica: AMOR À DISTÂNCIA
A mais recente comédia romântica de Drew Barrymore, junto com Jutin Long, ator que quer provar que não é mais um adolescente que faz filmes idiotas, é um filme muito bem colocado, bastante engraçado e coloca os atores muito à vontade em seus personagens. Os coadjuvantes dão o acabamento certo à trama. Sabendo mesclar muito bem entre a comédia e as cenas românticas (dando vez ao humor com muito mais frequência), AMOR À DISTÂNCIA aposta em diálogos objetivos, ácidos e dinâmicos, mostrando um amadurecimento dos títulos do gênero, que está demasiadamente banalizado em Hollywood. A química dos atores misturada à trilha pop-rock jovial, estamos falando de um filme que é diversão garantida. [por Rodolfo Domingos]
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