sábado, 9 de outubro de 2010

Crítica: A JOVEM RAINHA VITÓRIA

Vencedor do Oscar de Melhor Figurino este ano, A JOVEM RAINHA VITÓRIA é um grande romance histórico. Tecnicamente perfeito (trilha sonora, figurino, edição, fotografia, direção de arte e interpretações... todos muito bons), começa caindo no conceito de quem o assiste, quando, à primeira metade do filme, o roteiro se atropela nas informações históricas, muitos anos de história mal compreendidos pelo espectador. Mas quando, de forma simples e apaixonante, o longa foca na história de amor principal, passa a esbanjar charme e simpatia. As cenas, muito bem projetadas, são um mergulho numa espécie de cinema aparentemente chato, mas muito bem feito, ao estilo dos grandes filmes do passado. Verdadeiro cinemão. Em um clima alto astral, Emily Blunt e seus coadjuvantes, como Paul Bettany e Jim Broadbent, parecem caber como uma luva na história. [Por Rodolfo Domingos]

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