sábado, 16 de outubro de 2010

DVD&BLU-RAY: Simplesmente Amor

Eu sei, eu sei que esse filme é velho e que provavelmente todos vocês já assistiram. Mas, seguindo uma dica – um conselho – de um admirador e crítico do meu blog, sinto-me na obrigação de falar sobre esse filme, que eu só o assisti pela primeira vez nessa semana, porque ele encaixa perfeitamente numa produção que eu admiro pessoalmente ao extremo, mas tem seus problemas.

Parte da fama deste filme aqui no Brasil dá-se pela presença quase invisível do brasileiro (e também petropolitano) Rodrigo Santoro. Sem seguir um roteiro simples, o longa mostra histórias de amor, de vários tipos, na vida de várias personagens durante a época do Natal.

Assim como o próprio Hugh Grant cita no início da história, o amor está por toda a parte. Daí o espectador já se prepara pra um filme emotivo. De fato, o filme respira amor – o tempo todo, deixando à mostra que o título encaixa perfeitamente. Só não esperávamos que fosse tanto. São muitos personagens, muito interessantes e bem interpretados, até, mas o filme inteiro suas histórias são contadas com o coração na mão. A trilha é amorosamente pesada, contínua. É uma história à beira de um ataque do coração. O filme rendeu demais, além do esperado, com um final um tanto arrastado, naquele clima de pulsação e emoção, deixando o público aflito. Algumas cenas chegam à linha da força, e nem escondem que só estão ali pra uma espécie de “pôr água no feijão”. Isso faz de uma das histórias bem desnecessárias e friamente mal aproveitadas.


Mas, como eu disse, não é um filme ruim, apenas exagerado. [por Rodolfo Domingos]

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