Eu sei, eu sei que esse filme é velho e que provavelmente todos vocês já assistiram. Mas, seguindo uma dica – um conselho – de um admirador e crítico do meu blog, sinto-me na obrigação de falar sobre esse filme, que eu só o assisti pela primeira vez nessa semana, porque ele encaixa perfeitamente numa produção que eu admiro pessoalmente ao extremo, mas tem seus problemas.Parte da fama deste filme aqui no Brasil dá-se pela presença quase invisível do brasileiro (e também petropolitano) Rodrigo Santoro. Sem seguir um roteiro simples, o longa mostra histórias de amor, de vários tipos, na vida de várias personagens durante a época do Natal.
Assim como o próprio Hugh Grant cita no início da história, o amor está por toda a parte. Daí o espectador já se prepara pra um filme emotivo. De fato, o filme respira amor – o tempo todo, deixando à mostra que o título encaixa perfeitamente. Só não esperávamos que fosse tanto. São muitos personagens, muito interessantes e bem interpretados, até, mas o filme inteiro suas histórias são contadas com o coração na mão. A trilha é amorosamente pesada, contínua. É uma história à beira de um ataque do coração. O filme rendeu demais, além do esperado, com um final um tanto arrastado, naquele clima de pulsação e emoção, deixando o público aflito. Algumas cenas chegam à linha da força, e nem escondem que só estão ali pra uma espécie de “pôr água no feijão”. Isso faz de uma das histórias bem desnecessárias e friamente mal aproveitadas.
Mas, como eu disse, não é um filme ruim, apenas exagerado. [por Rodolfo Domingos]
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