O primeiro filme lançado em CinemaScope, técnica hoje substituída pela Panavision, The Robe é arrebatador. Seja como uma importante história religiosa ou só mais uma passagem da Bíblia, O Manto Sagrado chega pra agradar até o mais ateu. Foi indicado a 5 Oscars, em 1953, inclusive Melhor Filme, junto com A Um Passo da Eternidade (que eu também comentei aqui no blog) mas foi também um injustiçado, simplesmente porque não venceu. Uma produção totalmente impecável, com uma cena marcante após a outra, essa produção merecia mais. É deslumbrante, uma obra de arte pra encher os olhos. Tudo nele é mais que correto, é mais que bem feito. Assistindo-o sentimos todos os tipos de emoções, porque simplesmente são vividas impecavelmente por dois protagonistas que mergulharam de cabeça em seus papeis.
Mas um detalhe intrigante e marcante me chamou muita atenção na produção: toda a trama, que tem por estopim a crucificação de Jesus, jamais mostra o rosto dele. É sempre citado ou mostrado em ângulos subjetivos. No máximo o vemos de costas ou seus pés na cruz. E isso faz toda a diferença porque não produz o mesmo efeito que os outros filmes em torno do Cristo.
Com tudo isso o filme é completo, não perde um momento e tem uma das trilhas sonoras mais belas de todos os tempos. (uma última coisa, diretamente a você, que vai assistir a esse filme: atente para a doçura nas cenas românticas do roteiro. É ou não é de deixar qualquer crítico muito feliz?)! [por Rodolfo Domingos]
Mas um detalhe intrigante e marcante me chamou muita atenção na produção: toda a trama, que tem por estopim a crucificação de Jesus, jamais mostra o rosto dele. É sempre citado ou mostrado em ângulos subjetivos. No máximo o vemos de costas ou seus pés na cruz. E isso faz toda a diferença porque não produz o mesmo efeito que os outros filmes em torno do Cristo.
Com tudo isso o filme é completo, não perde um momento e tem uma das trilhas sonoras mais belas de todos os tempos. (uma última coisa, diretamente a você, que vai assistir a esse filme: atente para a doçura nas cenas românticas do roteiro. É ou não é de deixar qualquer crítico muito feliz?)! [por Rodolfo Domingos]

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