O diretor David Yates foi o que deu mais certo na franquia HP, ele dirigiu os três últimos filmes. É fato que ele foi o mais talentoso e colocou Harry Potter num patamar de filmes mais maduros, sem burocracias. Entretanto, ele vem numa tendência de contar bem uma história... tão bem que as cenas perdem muito movimento, o que teria ajudado a render melhor o sexto filme, “O Enigma do Príncipe”. Porém, a 7ª parte é diferente. Preocupado em não decepcionar os fãs, ele fez um filme muito bem contado, fiel ao original, e dramaticamente inovador. É a produção mais séria da saga, e promete deixar o melhor para a segunda parte. Em geral, em qualquer história, cenas de ação são no final, e não é diferente. AS RELÍQUIAS DA MORTE PARTE 1 corresponde a 60% do livro, e introduziu muito bem o prelúdio para um final realmente épico.O humor adolescente está muito soprado neste filme. É importante que seja um filme pra se levar a sério. Mas em meio ao caos em volta de Harry e os personagens a sua volta, vira e mexe temos cenas graciosas. Pincelando pra não soltar muito, destaco um beijo entre Harry e Herminone... pelados? Outro beijo entre Harry e sua namorada e uma animação sobre a real história das relíquias da morte que encanta as platéias. A direção de Yates é muito profissional, ele trabalha muito bem com a câmera e a fotografia é incrível, a direção de arte foi sutil e impecável. Teremos uma PARTE 2 cheia de ação, mas enquanto isso vale a pena conferir o longa da saga com mais levada Cult, o mais silencioso e sutil. Deu pra compensar o insosso 6° filme e dar uma aliviada na tensão de uma Hogwarts oculta no filme. Um presente que agradará, na maioria, apenas os fãs. [por Rodolfo Domingos]
O Lendário diretor Stanley Kubrick fez, sem dúvida, 3 dos filmes mais aclamados de todos os tempos. “2001 – Uma Odisséia no espaço” é considerado um dos melhores filmes do século. E eu, mesmo não tendo assistido todos os filmes dos últimos 100 anos, consigo dizer de boca cheia o quanto esse filme me impressionou. Pra começar, um dos motivos que fazem deste um dos melhores clássicos da história do cinema, é a luxuosa produção. Os efeitos não são apenas bons pra 1968, são ótimos até mesmo pra hoje. Há muito realismo nas cenas fora das naves.


Jennifer Aniston e Gerard Butler, um dos casais do momento, formam uma bela dupla numa comédia que, graças a Deus, não é uma comédia romântica. Aliás, tive uma grata surpresa nesse filme. É ágil e muito engraçado. Toda a trama é muito bem contada e divide seus ápices primorosamente. Os textos de comédia estão bem montados e não deixam o espectador cochilar, mesmo também por causa das boas cenas de ação, sem exagero. É visível que os poucos momentos de romance da história não são provocadas burocraticamente. A não ser pelo final, que qualquer espectador espera algo mais original e interessante. A comédia mais engraçada depois de Se Beber Não case. [por Rodolfo Domingos]



Esse filme poderia ser só mais uma biografia. Mas graças à ousadia do diretor Stephen Daldry, “As Horas” acontece revolucionariamente. A história acontece em três tempos diferentes, na primeira metade do século, contando a vida triste e doentia da escritora Virgínia Woolf, alguns anos depois da morte de Virgínia, passando pela vida de uma dona de casa deprimida que está lendo o principal romance da autora, e o ano de 2001, na dura saga de uma mulher lésbica que tem uma vida muito parecida com a personagem principal do romance.
Esse filme poderia ser só mais uma biografia. Mas graças à ousadia do diretor Stephen Daldry, “As Horas” acontece revolucionariamente. A história acontece em três tempos diferentes, na primeira metade do século, contando a vida triste e doentia da escritora Virgínia Woolf, alguns anos depois da morte de Virgínia, passando pela vida de uma dona de casa deprimida que está lendo o principal romance da autora, e o ano de 2001, na dura saga de uma mulher lésbica que tem uma vida muito parecida com a personagem principal do romance.
Eu não tenho muito a dizer sobre o diretor, Joel Shumacher. Falta nele estilo e força. Falta principalmente uma marca. O que mais poderia chamar atenção nesse filme além do fato de podermos ver Jim Carrey num personagem totalmente fora do contexto da sua carreira? Pra começar, foi um desperdício. Analisando a evolução dramática do personagem, concluímos que qualquer outro ator poderia estar no lugar de Carrey. Aliás, é uma premissa cheia de potencial. A história até me surpreendeu um pouco, mas ainda preciso aprender mais em suspense. Mas talvez esse filme seja apenas uma pincelada na arte de contar história paranóicas. Em nenhum momento eu me assustei ou vibrei por algo a mais. A idéia, agrada, mas chega a ser infantil perto de filmes como “O Iluminado”. A intenção em “números que dizem algo” não impressiona nem dá ecos no pós-filme. Mas, podemos perceber, pelo desfecho de tudo, que há um bom escritor por trás disso. Dentro da história, que só pra constar é muito forçada no início, tudo começa com um livro. Com um pouco de censo, tudo teria ficado apenas nas páginas de um bom livro de suspense. [por Rodolfo Domingos]
Essa animação é o típico filme que desce redondo. É uma premissa que vem na linha de “Ratatouille”, da Pixar, mas produzindo numa potencial produtora de animação, a Universal. Os personagens são carismáticos, a ambientação é clássica, bem no ideal dos fãs de “Shrek” e animações da era 2-D. Mas no meio de tantos detalhes que o colocam no patamar de mais um bom filme familiar, eu consegui enxergar uma interessante diferença desse longa para com as outras produções do gênero: é tudo no sentimental. O filme ganha a simpatia do espectador num drama de uma cidade que empobrece e, em momento algum, apela pra piadas previsíveis dos filmes infantis. Talvez isso atrapalhe momentos em deveria prevalecer o espírito de aventura, de heroísmo, mas já vale a idéia, que pode ser sempre aprimorada, assim como sua técnica em animação. [por Rodolfo Domingos]