O diretor David Yates foi o que deu mais certo na franquia HP, ele dirigiu os três últimos filmes. É fato que ele foi o mais talentoso e colocou Harry Potter num patamar de filmes mais maduros, sem burocracias. Entretanto, ele vem numa tendência de contar bem uma história... tão bem que as cenas perdem muito movimento, o que teria ajudado a render melhor o sexto filme, “O Enigma do Príncipe”. Porém, a 7ª parte é diferente. Preocupado em não decepcionar os fãs, ele fez um filme muito bem contado, fiel ao original, e dramaticamente inovador. É a produção mais séria da saga, e promete deixar o melhor para a segunda parte. Em geral, em qualquer história, cenas de ação são no final, e não é diferente. AS RELÍQUIAS DA MORTE PARTE 1 corresponde a 60% do livro, e introduziu muito bem o prelúdio para um final realmente épico.O humor adolescente está muito soprado neste filme. É importante que seja um filme pra se levar a sério. Mas em meio ao caos em volta de Harry e os personagens a sua volta, vira e mexe temos cenas graciosas. Pincelando pra não soltar muito, destaco um beijo entre Harry e Herminone... pelados? Outro beijo entre Harry e sua namorada e uma animação sobre a real história das relíquias da morte que encanta as platéias. A direção de Yates é muito profissional, ele trabalha muito bem com a câmera e a fotografia é incrível, a direção de arte foi sutil e impecável. Teremos uma PARTE 2 cheia de ação, mas enquanto isso vale a pena conferir o longa da saga com mais levada Cult, o mais silencioso e sutil. Deu pra compensar o insosso 6° filme e dar uma aliviada na tensão de uma Hogwarts oculta no filme. Um presente que agradará, na maioria, apenas os fãs. [por Rodolfo Domingos]
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