O encantador “A Breakfast at Tiffany” é um filme muito digno. Eu posso comentar de vários pontos que contribuem para o sucesso do filme, a começar pela ilustríssima presença de Audrey Hepburn no papel principal, como a meiga, porém interesseira Holly. Ela já chega grande, com sua presença marcante e beleza de tirar o fôlego. Ela já havia provado talento exímio em “A Princesa e o Plebeu”, que lhe rendeu o Oscar de melhor atriz, e se esbalda em ‘Bonequinha’ como se estivesse em casa.O filme é muito bem editado, bem acabado e tem um roteiro cativante. As cenas exibem pura beleza e luxo. Não há nada de complexo e intelectual, mas é muito bom ver que, em plena era de ouro, exatamente em 1961, esse filme antecipou a tendência moderna e jovial dos filmes atuais. Inclusive ele se encaixa num gênero escasso na época, mas muito banalizado hoje: a comédia romântica. É divertido, emocionante e funciona muito bem, rende brilhantemente pra um filme de duas horas. E, apesar de o galã da história ter um papel importante pro rumo do filme, está sempre na sombra de Hepburn que se tornou a grande heroína da trama. Isso se deve ao fato de que, diferente das comédias românticas de hoje, Holly tem um perfil revolucionário e incomum, e não a santinha mulher comportada. [por Rodolfo Domingos]
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