domingo, 5 de dezembro de 2010

O Iluminado

Há mais de Stephen King do que Kubrick neste filme. Dá pra sentir as nuances da direção delicada de Stanley Kubrick, mas é um suspense que cumpre muito bem sua função e não tenta ser intelectual ou calculista ou excêntrico. O clima de suspense é intenso e recheado de uma trilha sonora insana e vertiginosa, assim como visto em “2001 – Uma Odisseia No Espaço”. É um filme de começo pouco marcante e de momentos broxantes que tiram o prazer do elemento surpresa dos suspenses. Se o roteiro fosse mais curto, não precisaríamos ver cenas que pareciam ser todas iguais e repetidamente desnecessárias. Um caso que me deixou chateado foi o descuido de termos 3 cenas de igual montagem, para o caso do menino iluminado andando de velotrol pelos corredores do hotel. Você espera algo na primeira vez e nada acontece. Na segunda vez, nada de novo. Óbvio que o espectador vai saber que em algum momento algo sombrio iria aparecer. Quanto a Jack Nicholson, apesar de seu personagem fazer parte de uma série de clichês, ele atua impecavelmente bem e é a melhor coisa do filme. Mas se a primeira metade do longa deixa a desejar, a segunda é intensa e deixa o espectador aflito. Infelizmente também há repetições de cenas, mas a intensa caçada dá ao filme uma grande sequência que o torna um suspense de alto cacife. [por Rodolfo Domingos]

Nenhum comentário:

Postar um comentário