domingo, 13 de novembro de 2011

Corações Perdidos (Welcome to the Rileys), 2011

“Corações Perdidos” passou em branco, vindo para o Brasil direto em DVD, o que é uma pena, já que esse drama é simples porém forte, real. O roteiro avança intrigando o espectador, que se delicia com atuações honestas de Melissa Leo e James Gandolfini, como um casal em crise após a morte da filha. Mas a surpresa é Kristen Stewart, que, interpretando uma prostituta de 16 anos distorce totalmente o perfil Bella Swan, a mocinha extremamente frágil da saga Crepúsculo.


A trama é digna do Oscar e rende bons momentos sobre a decadência de uma família. É um drama que não caminha por lugares-comuns e soa realmente fresco, chamando a atenção do espectador que provavelmente vai alugar blockbusters aparentemente mais interessantes juntamente com esse filme mais modesto.



Corações Perdidos surpreende principalmente pela profundidade bem construída das personagens. (Rodolfo Domingos)

Terror na Água 3D (Shark Night 3D), 2011

O filme é trash desde o título. Provavelmente se espera algo como o clássico de Splielberg “Tubarão”. Misture isso a peças do gênero “Premonição” e está armada a confusão. Literalmente. A idéia de tubarões assassinos num lago de água salgada perseguindo jovens que “só pretendiam um final de semana de diversão” além de passada, neste filme vira uma tragédia cinematográfica. Dessa vez com o aliado 3D.


Os personagens conseguem ser estereotipados ao extremo, sendo cópias malfeitas dos personagens mais ralos do pior filme da série PREMONIÇÃO. Mas gênero é gênero, e o espectador ao menos quer tomar sustos e ver copos dilacerados.


Os sustos vêm aos montes, mas somente se visto em 3D, que ao menos foi bem trabalhado pra fazer as pessoas se verem cara a cara com o tubarão (que mais parece alterado em laboratório, afinal, que tubarões saltam metros a cima da superfície como golfinhos?), mas o sangue é pouco, aparecendo desbotado e diluído na água. Isso é tudo que se vê das mortes.


Terror na Água em nada lembra o sarcasmo e a ousadia de Piranha 3D, que é de longe um dos melhores filmes do gênero nessa década. Ou seja, se não for pra assistir em 3D, TERROR NA ÁGUA é dispensável. (Rodolfo Domingos)

Não Tenha Medo do Escuro (Don't be Afraid of the Dark), 2011

Não é à toa a fraca repercussão deste terror/suspense pelo mundo. Mesmo com todos os esforços, o produtor Guillermo DelToro está apenas se reciclando nesta trama, que sozinha não surpreende às platéias que embarcaram na onda de terrores mais intensos como “Jogos Mortais” e “Atividade Paranormal”. Aqui Del Toro repete o que fez em “O Orfanato” e “O Labirinto do Fauno”, tendo como base uma criança, uma casa e mistérios perturbadores.


Dessa vez pelo menos ele pode contar com mais uma criança genialmente talentosa, a menina Bailee Madison (Ponte Para Terabítia), cuja personagem tem um visual “vermelhamente marcante” e uma atuação capaz de arrebatar a platéia. Mas isso não foi suficiente pra segurar o filme, que extrapola ao investir demais em cenas de sussurros dos monstrinhos, esses que mais parecem ratos de laboratórios vítimas de experiências que deram errado.


A atuação da protagonista Katie Holmes também soa completamente substituível.
O filme desanda ainda mais quando o roteiro começa a se perder nos detalhes. Um exemplo disso é quando a menina consegue matar um dos bichinhos e isso nem ao menos serve de prova pra mostrar aos adultos que ela estava certa.


No fim, resta a boa direção de arte e alguns sustos. (Rodolfo Domingos)

domingo, 24 de abril de 2011

Rio

Foi possível prever o estrondoso sucesso de RIO no Brasil, só que, melhor do que tudo isso, é assistir e descobrir que o charme do tropicalismo de uma cidade como a do título inspirou uma história tão bem construída, engraçada e espantosamente bela.



Desde a abertura do filme num jogo de belos vôos embalado por um samba cheio de vida e mais brasileiro impossível você já sente vida no filme. Sem perder o ritmo, Saldanha soube fazer um filme equilibrado no humor e na doçura. Ao mesmo tempo que é o Rio de Janeiro de um Leblon com pessoas ricas, tem o exuberante visual de grandes favelas que abrigam gente do bem e gente do mal. Aliás, a direção de arte das favelas me deixou em êxtase.



Bem, para minha surpresa, o filme também é um musical de primeira grandeza. A produção musical por conta do conterrâneo Sérgio Mendes montou uma trilha sonora madura, embora os hip hops de Will I am tenha momentos que lembrem um funk mais plastificado. Mas todas as canções, todas mesmo, são boas.



A técnica de animação também é excelente e merece ser “pau a pau” comparada com a Pixar. De uns tempos para cá as animações da Fox têm me agradado mais que os filmes da Dreamworks, por exemplo.



O fato de eu não ter visto em 3D não tira a grandeza visual. Fica bem, mas bem claro que há muitas cenas para se ver no 3D que, para a nossa sorte, foi dos melhores e não um transfer qualquer.


RIO dá gosto de se ver. [por Rodolfo Domingos]

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Gigi

Como parte da grande leva da era de ouro dos musicais, GIGI, na época, quebrou o impressionante de Oscars levado por “...E o vento levou”. Gigi, no total, tem 9 Oscars.



Pra quem já assistiu a maioria dos musicais antigos, nada dá para absorver de novo com este filme. É uma história bonitinha, carismática, bem escrita. Mas, talvez, sem a originalidade de “A Noviça Rebelde” ou “Cantando na Chuva”. Se as canções ainda fossem mais marcantes, talvez minha avaliação de GIGI fosse um pouco melhor.



Mas esse filme tem minha simpatia e serve para alegrar uma tarde mais calminha. Indico, mas não como a experiência cinematográfica mais expressiva. [por Rodolfo Domingos]

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Machete

Robert Rodriguez é um diretor de muito talento e estilo. Seus filmes são um tanto quanto marcados por boas cenas de ação – que, entretanto, muitas vezes soam ridículas – e atores latinos. “As aventuras de Sharkboy e Lavagirl”, “Era uma vez no México” e “Planeta Terror” são alguns de seus filmes mais conhecidos. Se eu gosto desses filmes? Sem dúvida, mas sempre com cautela pra não ver obra de arte onde não tem.


Criativamente, Rodriguez já teve maiores êxitos, mas ao menos tem dispendiosas cenas de ação. Do grande número de personagens, a excentricidade de alguns – como o próprio Machete (Danny Trejo) – faz chamar mais atenção que outros. Lindisay Lohan, por exemplo, tem uma atuação fraquinha numa personagem esdrúxula, mas rouba a cena quando, depois de um sumiço (parte de uma esquisitice no roteiro bem como os clássicos filmes B dos anos 80), reaparece vestida de freira. Robert DeNiro, também, causa certa repulsa divertida no espectador por ter fantasias sexuais com a própria filha (Lohan).


Ou seja, quem conhece Rodriguez sabe do seu apego com estilos escrachados da linhagem trash. E embarca com o maior prazer numa trama onde saltar de um prédio segurando em mais de vinte metros do intestino de um sujeito e a decapitação de vários de forma sincronizada tal qual um balé é absolutamente normal.


Do ponto de vista mais técnico, a abordagem de câmera com retoques de filme antigo, como a granulação e os cortes malfeitos poderiam ter sido usados com menos cautela, como fez em Planeta Terror (já comentado aqui no blog).


MACHETE é divertido de se ver e um embarque numa trama genialmente pirada e saudosista. [por Rodolfo Domingos]

sábado, 16 de abril de 2011

A Mentira

“Easy A” conseguiu um feito raro: chamar a atenção dos críticos para o cinema teen. Foi uma pena não o terem lançado em cinema por aqui, mas acaba de ganhar uma edição digna em DVD pela Sony.



A estrela do filme, Emma Stone, é uma atriz de quem ainda vamos ouvir muito sobre feitos valiosos. Nesse filme ela mostra talento natural, sem os clichês forçosos das protagonistas (vocês sabem quem) de filmes como “Garotas Malvadas” e suas ramificações. Além de bastante beleza, claro.



Mas, o que há de realmente diferente em “A Mentira”? uma histórias bem construída, cheias de sacadas inovadoras. Um filme que não tenta ser engraçado. Dá para rir bastante, mas nem sempre ele quer ser “A” comédia. Há muita coisa nas entrelinhas sobre a própria realidade. A trilha sonora é incrível, passando pelo pop e o rock de várias gerações, e a direção é caprichada. Apesar de um número quase grande de personagens, não há excessos nem o famoso ato de encher lingüiça.


Não é um filme digno de Oscar, mas é um filme adorável. [por Rodolfo Domingos]

Paris, te amo

Este filme coletivo, nada convencional – ainda menos que seu sucessor, “Nova York, Eu te amo” – deslumbra a elegante, charmosa e apaixonante Paris num desfile de grandes talentos do cinema em grandes momentos, prazerosos e sem excessos.



Aqui temos de Wes Craven (sim, o cara que fez “Pânico”) aos Irmãos Coen, até o brasileiro Walter Salles e o engajado Gus Van Sant. Entre outros bons, claro. A idéia do projeto é filmar pequenas histórias de amor em grandes cidades (o próximo será no Rio de Janeiro) e acaba dando muito certo. Não é um filme comum, é pontuado e com momentos que não se ligam um no outro – só mesmo por estarem todos em Paris. De cara pode desagradar aos mais acostumados com as ideias mais redondas e clichês, mas quando paramos para assisti-lo, é um filme infinitamente original, criativo e que nos dá uma sensação de paz e harmonia impagáveis.


Alguns diretores (infelizmente), como Salles, não souberam aproveitar muito bem a chance. No caso da história dele algumas coisas não têm a mínima graça e carisma, sendo até de sentidos subjetivos. Gus Van Sant também não conseguiu ir muito longe, ficando apenas na promessa, num contexto respeitosamente homossexual. Nem mesmo os irmãos Coen ficam por cima, numa história mais cômica que parece não combinar com o filme.



Mas o real valor do filme fica com todo o resto. Ótimos roteiristas e estupendos diretores caem na graça esbanjando formas novas de contar histórias, formas pulsantes e e com toques especiais de emoção.


Dou destaque, e não deixe de reparar, Às tramas dos mímicos e às dos (o que me surpreendeu maravilhosamente) vampiros.



Um filme verdadeiramente FABULOSO. [por Rodolfo Domingos]

domingo, 27 de março de 2011

O Sétimo Selo

Esse grande clássico de Ingmar Bergman não é norteamericano, e tem muito da personalidade do diretor. Você deve ter como referência desse filme a cena em que a morte joga xadrez com um soldado medieval.



Concordando – e não copiando – o que dizem sobre ele no livro “1001 Filmes Para Ver Antes de Morrer”, é lamentável que um filme com tanta coisa a se discutir e relembrar esteja marcado por uma só cena.


A aura medieval de crença absoluta na Bíblia e o tom sombrio – assim como psicose, foi filmado em preto e branco propositalmente – levam a uma caça incessante por respostas sobre bem e mal junto ao protagonista, que mostra pontos curiosos de sua personalidade, contrastando com sua imagem magra, branca e sem simpatia.


É praticamente uma fábula sobre a morte e uma junção de medo e esperança. Na trama é como se o apocalipse estivesse acontecendo e, mais pro final, isso é angustiante. Só que o filme tem sacadas legais, então, apesar de Cult, “Det Sjunde Inseglet” (no original) é objetivo, curto e até divertido de ver. Recomendo numa boa. [por Rodolfo Domingos]

Psicose

O maior clássico de terror de todos os tempos é também o maior filme do diretor inglês Alfred Hitchcock. Demorou e, depois de muita procura, consegui assistir esse filme, que, eu diria, e não apenas pela cena do banheiro, é essencial.



Como qualquer filme de terror de nossos dias, “Psycho” é divertido, causa tensão e dá sustos, mas pelo menos pra quem curte cinema, o grande barato desse filme é que provém de um diretor que foi o precursor do jeito como se faz um bom suspense.


Psicose tem personagens interessantes e uma trama mórbida, filmada inteligentemente de forma sombria na tonalidade de preto e branco – na época já se fazia filmes coloridos.


Outro ponto positivo do longa é a atuação marcante de Anthony Perkins, que se envolveu tanto com a trama que esteve presente na produção de uma “continuação”, em 1986 – o que não lhe rendeu nenhum prestígio.


Hitchcock não tem medo de fazer filmes de gênero e ainda fez com maestria. Junte isso a uma trilha imortal e temos um clássico pomposo. [por Rodolfo Domingos]

...E o Vento Levou

Esse grande clássico de Ingmar Bergman não é norteamericano, e tem muito da personalidade do diretor. Você deve ter como referência desse filme a cena em que a morte joga xadrez com um soldado medieval.



Concordando – e não copiando – o que dizem sobre ele no livro “1001 Filmes Para Ver Antes de Morrer”, é lamentável que um filme com tanta coisa a se discutir e relembrar esteja marcado por uma só cena.


A aura medieval de crença absoluta na Bíblia e o tom sombrio – assim como psicose, foi filmado em preto e branco propositalmente – levam a uma caça incessante por respostas sobre bem e mal junto ao protagonista, que mostra pontos curiosos de sua personalidade, contrastando com sua imagem magra, branca e sem simpatia.


É praticamente uma fábula sobre a morte e uma junção de medo e esperança. Na trama é como se o apocalipse estivesse acontecendo e, mais pro final, isso é angustiante. Só que o filme tem sacadas legais, então, apesar de Cult, “Det Sjunde Inseglet” (no original) é objetivo, curto e até divertido de ver. Recomendo numa boa. [por Rodolfo Domingos]

Um Homem Sério

Esse filme dos Irmãos Coen é uma comédia muito particular. Será preciso do espectador uma intimidade natural com os filmes de Joel e Ethan e uma despreocupação com desfechos satisfatórios.



O filme, eu diria, é uma visão pacata da comunidade judia nos Estados Unidos. Não vou dissertar muito sobre esse filme por um único motivo. Nem sempre o que parece filme cabeça é essa complicação toda que dá a entender. O filme foi muito agradável de se assistir e eu acho que o filme só quis contar uma história diferente. Depois de analisar bem o filme anterior dos diretores “Onde os Fracos não têm vez”, percebi que os Coen são bem simples de se entender. É que tem gente que tenta ver o que não existe. Algo como tentar ver sentido em tudo na série LOST.

Vale lembrar que o fato de serem simples os torna geniais pro cinema. O filme foi até indicado ao Oscar de Melhor filme em 2010. [por Rodolfo Domingos]

Kick Ass - Quebrando Tudo.

Quem nunca quis ser super-herói? Seja o brilho dos poderes ou a real vontade de salvar o mundo, a verdade é que todos nós queremos fazer a diferença. E é exatamente isso que o herói Kick Ass faz.



Cansado da acomodação das pessoas de não tentar, de alguma forma, combater o mal da cidade, esse jovem nerd compra um uniforme de herói pela internet e se arrisca nas noites batendo (ou tentando) em bandidos. Ele é fraco, mas arruma grandes aliados quando a proporção disso tudo cresce.


O filme tem tudo que o universo teen gosta: Boa música, cores, atitude, adrenalina e bons efeitos especiais. O filme pega bem o universo das HQs e do mundo pop e conta uma história divertida, engraçada e despreocupada. Tanto que a segunda metade do filme segue a mesma linha dos filmes de super-heróis de verdade.


Nicholas Cage até que está bem nesse filme, mas é cômico pensar que seja a mesma pessoa debaixo de um uniforme a La Batman. Mas a grande revelação do filme fica por conta de Chloe Moretz, uma atriz mirim que não tem medo de ousar – e fala até palavrão no filme.


Algo que também encheu meus olhos no longa foi a edição ágil e criativa, dou destaque inclusive para uma cena de pura ação mais pro final, toda vista com luzes piscando e coma algumas câmeras lentas.


Um filme pipoca super impecável! [por Rodolfo Domingos]

Apenas Uma Vez

Um musical fora dos padrões estéticos, um romance sincero e cabível no mundo real, um relato íntimo da vida cotidiana... ou seja, um filme chamoso.



Nessa produção modesta da Inglaterra, o grande chamariz do filme são as músicas, principalmente a canção vencedora do Oscar, “Falling Slowly”. O uso de bastante câmera na mão e diálogos simples, tornam esse filme intimista e esperançoso. A trama é contada mesmo nas entrelinhas das (ótimas) músicas, todas lentas e poéticas.



Não é o melhor filme da década nem o melhor musical moderno, mas tem seu brilho e conhece seu público. Quem não gosta de histórias curtas, modestas nem de musicais, não se faz necessário “Once”, pros outros, um bom filme para uma tarde chuvosa. [por Rodolfo Domingos]

Mary & Max - Uma Amizade Diferente

Na contramão da maioria das animações, MARY E MAX é um doce olhar sobre a solidão, amizade e vida. Uma animação de um pequeno estúdio australiano, esse filme é sincero e ousado ao contar a amizade à correspondências de uma garotinha com um senhor Americano. Essa amizade irá refletir no resto da vida deles.



O roteiro tem grandes sacadas e, por que não dizer, cenas inesquecíveis, como Mary, já adulta, prestes a se enforcar e de repente sua vida toda passa pela sua mente ao som de uma melodia perfeita.




Em geral, não coloque as crianças para assisti-lo, apesar de ser uma animação proveniente do carismático Stop Motion em massinha. Mary & Max é essencial para todos os espectadoras, menos os menores de 12. [por Rodolfo Domingos]

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

127 Horas

O diretor Danny Boyle fez, sem dúvida, uma das maiores surpresas dos 10 indicados a melhor filme esse ano, no Oscar. Não que o filme esteja como favorito em alguma de suas 6 indicações, mas o domínio da técnica da montagem de um filme o tornam um filme mais interessante do que parece.

Mais uma história real, é sobre um rapaz que, explorando as áreas desertas dos Estados Unidos, acaba com o braço preso a uma pedra. Daí ele ter ficado as 127 horas no local, sem nenhum contato com a civilização.


A trama praticamente diz: serei um filme monótono e chato. Mas a grande surpresa é que o roteiro aproveita muito bem o monólogo, sem fugir de tal, intercalando com um texto divertido e uma edição POP, alto astral e criativa.


O filme é bem enxuto agradável, completado por uma atuação de James Franco que lhe dá espaço suficiente para mostrar seu talento, que existe de fato. [por Rodolfo Domingos]

O Vencedor

Indicado ao Oscar de melhor filme, mas tendo mesmo seu forte nas categorias de interpretação, THE FIGHTER enfrentou sérios problemas de produção, mas acabou tendo seu retorno. O filme é produto da insistência do ator Mark Whalberg, que abraçou a produção quando ninguém mais acreditava.

Ele mesmo protagoniza, na pele de um lutador de Box de família humilde, cujo irmão (Christian Bale) teve sua chance no mesmo esporte, mas se perdeu em drogas. Agora, treinado pelo irmão, Mick (Whalberg) terá de escolher entre a força da família e a tentação de uma carreira mais bem remunerada.

O filme, num todo, é bom e fácil. Wahlberg leva o personagem principal em bons fluidos, mas quem realmente brilha no filme é o drogado irmão de Mick, vivido por Christian Bale, que cumpre seu papel meticulosamente, brilhantemente. Visivelmente ele se preparou por um tempo, num esforço que o coloca como um dos favoritos em Ator Coadjuvante


Do outro lado temos também duas indicadas a atriz coadjuvante, Amy Adams e Melissa Leo. Melissa e Amy não têm exatamente todo esse destaque pra trama no geral como dá a entender, mas estão bem calculadas em seus papéis.


Mas a previsibilidade do longa é um ponto a se discutir, já que se trata de uma história real. Tudo é muito fácil e os dramas da trama são explorados com cautela excessiva. Tanto que há muitos momentos possíveis de arrancar risadas do público. Um dos indicados mais fracos desse ano, mas, convenhamos, histórias de superação são o arroz e o feijão do Oscar. [por Rodolfo Domingos]

Inverno da Alma

Lançado no cinema independente, esse drama forte e sem coração mostra uma dura realidade totalmente principalmente de nós, brasileiros: a pobreza na América do Norte, mas precisamente nos EUA.

Pobre, com a mãe doente e mais dois irmãos mais novos pra cuidar, Jennifer Lawrence é a garota que vai procurar o pai, um criminoso desaparecido que colocou a casa e o terreno da família como a fiança da prisão. Mas, procurar o pai no meio de mais gente “Barra Pesada” não vai ser nada fácil.


O clima do filme é frio e duro, como título já diz, um verdadeiro inverno. Jennifer Lawrence, novata em Hollywood, está indicada a melhor atriz por esse papel, que é ótimo e está a milhas de distância da adolescência como costumamos ver.


O roteiro é bem escrito, cruel e visceral, sem prolongamentos em dramas muito melosos, uma coisa meio melancólica paira sobre o filme. Merecida a indicação a melhor filme, mas vai acabar mesmo como o filme que revelou Jennifer. [por Rodolfo Domingos]

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Minhas Mães e Meu Pai

“The Kids Are All Right” provavelmente não será o vencedor do prêmio de melhor filme no Oscar de 2011, mas, sem dúvida, é um dos filmes com mais importância contextual dos dez indicados.

Trata-se de um casal lésbico com dois filhos adolescentes gerados por inseminação artificial que decidem conhecer o doador, ou seja, o pai. Logo Paul, o doador, se vê inesperadamente dentro de algo que ele anseia viver: uma família.


Brilhantemente vivido em cena por Annette Bening e Julianne Moore, o casal vive uma história contada nesse longa com muito respeito. Além de um filme agradável, simpático e charmoso, Minhas Mães e Meu Pai vai, com ousadia e inteligência, explorando o caráter de seus personagens sem tentar levantar bandeira para qualquer causa. Aliás, duas palavras podem definir esse filme: Respeito e Família.


Os itens dramáticos não pegam a linha do apelativo e ainda despertam o espectador para olhar com respeito esse conceito “diferente” de família. Com um roteiro de bom ritmo, tanto para comédia quanto para drama, MINHAS MÃES E MEU PAI passa a ser um filme essencial. [por Rodolfo Domingos]

Burlesque

É previsível o apelo comercial de BURLESQUE, que, sem inocência, tem como protagonistas verdadeiras divas do POP, cujos papéis poderiam, sem nenhum problema, ser interpretados por outras atrizes.

De ponta a ponta, a trama de Burlesque usa e abusa de todos os clichês, da montagem das cenas a condução da história.


Como a parte principal de um musical é literalmente a música, Buslesque até que não faz feio. O clima cabaresco misturado a canções envolventes e bem arrumadas cativa o espectador principal do gênero.


Olhando por outro ângulo, algumas coisas do longa são incoerentes, como o desfecho da “canção inacabada” que não bate com o pré anunciado, e o detalhe do ano em que se passa a história, hora lembrando a década de 90, hora como os anos do início do século, época de disseminação desse estilo de show. Incrível há uma aparição muito curta do uso de tecnologias em cena.


Christina Aguilera, por sua bagagem musical, até que encaixa com o filme, mas Cher cai como uma caricatura de si própria, mal explorada e estranhamente dramática. Só o seu lado preocupada e reclamona fica à mostra. Apenas uma cena sua tem um êxito na satisfação do espectador, quando a veterana canta uma canção forte (mas infelizmente sem nenhuma relevância no geral).


Tenho também de ressaltar que as seqüências musicais podem soar repetitivas, já apenas uma não se passa dentro do “Burlesque Lounge”. Pra quem isso acontecer, vai também achar que o filme não passa de um jogo de holofotes e um grupo de canções.


Visualmente belo, mas por ora exagerado (pela variação do gosto do espectador), BURLESQUE não apresenta nada de novo, mas embala. Um típico filme que dividirá opiniões. 7.4 é uma nota válida, se eu tivesse de dar uma.
[por Rodolfo Domingos]

Deixe-me Entrar

Versão americana de um fabuloso filme sueco, DEIXE-ME ENTRAR foi programado para ser tão bom quanto o original, DEIXA ELA ENTRAR. Com imagens pálidas e imponentes, com aparições sanguíneas bem vampirescas, essa refilmagem atravessa os limites do suspense e vai parar num drama incrivelmente belo

Dois ótimos atores infantis foram escolhidos para os papéis principais (Kodi Smit McPhee e a revelação de “kick ass”, Cloe Moretz). Cloe (Abby) é muito precisa em seu papel, melancólico e digno de pena e Kodi (Owen) passa a verdadeira e delicada imagem da inocência frente a algo que pode transformar, pra melhor ou pra pior, a sua vida.


Temas como Bullyng, amor, amizade, família e vampiros são tratados com Inteligência. Com poucas e boas cenas pra lembrar um terror, LET ME IN toca fundo no coração do espectador do início ao fim. A trilha sonora é perfeita e deixa o filme ainda mais reluzente.


A trama por dentro das famílias das duas crianças chega a ser complexo, mas explorado com bastante cautela para que nada além de um verdadeiro e difícil amor possa ser o centro de todas as atenções.


Pra quem espera o gênero Suspense, deixo o aviso que vale mais como drama, mas é um filme FABULOSO pela sutileza e pela delicadeza! [por Rodolfo Domingos]

Apenas o Fim

Do diretor e roteirista Mateus Souza, iniciante nesse trabalho que foi feito pra faculdade, mas causou um burburinho em vários festivais, APENAS O FIM pode ser a esperança do cinema brasileiro pros próximos anos.

Trata-se de um filme barato e simples, mas de roteiro pop e inteligente, edição esperta e temos aí um bom cinema de diretor-autor. Inegavelmente uma comédia romântica, esse filme é diferente, de idéias frescas e lances que, agradavelmente, me lembram muito meu segundo filme favorito, “500 dias com Ela”. Brilhantemente triste, mas muito alto astral.


É o típico filme que eu adoraria ter feito. Quer um real bom espécime do cinema brasileiro? Assista, sem medo, APENAS O FIM. [Por Rodolfo Domingos]

Piranha

A refilmagem de um clássico B que, por sinal, eu não assisti, PIRANHA, que dessa vez veio em 3D pelos cinemas, acaba por ser um trash divertidíssimo. O filme e exagerado em carnificina, sangue, nudez e humor negro, o que pode desagradar os que preferem filmes mais coerentes com a realidade, mas pra quem só quer se divertir, PIRANHA é uma ótima pedida. Alguns momentos beiram o ridículo, e algumas reações de nojo são inevitáveis, mas garante risadas colossais.
[por Rodolfo Domingos]

O Poderoso Chefão - parte 2

Sombrio e intenso, a segunda e mais estonteante parte da épica trilogia, O PODEROSO CHEFÃO: PARTE 2 toca fundo nas conseqüências de atos impensados.

Michael Corleone, incrivelmente interpretado por Al Pacino, paga todos os seus pecados e eleva um filme a um patamar dramático muito forte. Ainda melhor planejado que a primeira parte, a trama bem construída ainda se dá ao luxo de contar a história do Don Corleone de Marlon Brando, causando um bom equilíbrio e quase que comparando o caráter entre o pai e o filho.


Um dos grandes filmes desse século, exuberante, magistral e de domínio de técnica nas mãos do diretor Francis Ford Coppola, O Poderoso chefão: parte 2 se coloca como um filme eterno. Mesmo sendo o filme que imortalizou a máfia, o filme é uma grande lição sobre o valor de um família, ainda que criminosa. [Por Rodolfo Domingos]

É Proibido Fumar

Um dos filmes mais elogiados dos últimos anos no Brasil, É PROIBIDO FUMAR me passou a impressão de que tudo não passou de marketing pesado.

Um filme fraco, eu diria. Todo o charme e inteligência em potencial são ofuscados por um roteiro de apressado e sem graça. A trama é crescente, ou seja, algo que vai evoluindo, nesse caso, para um desfecho de probabilidades ruins. Mas o tamanho econômico da fita explora pouco os bons momentos, e parece pular vários pontos que dariam uma liga melhor para o filme.


Bons atores como são Glória Pires e Paulo Miklos, não salvam o filme. Talvez isso explique o fiasco nas salas comerciais. [Por Rodolfo Domingos]

Ensina-me a Viver

Esse clássico que, eu diria, é bem ousado, é um Cult muito interessante. A típica história poucas vezes contada no cinema de um cara mais novo com uma mulher mais velha é feita aqui de uma forma inesperada, chegando ao extremo da exploração das faixas de idade e grandiosos momentos que comparam a vida e a morte.

Harold, um garoto nada ingênuo, apaixonado pela morte, que vive encenando para uma mãe despreocupada cenas de falsa morte, tem hábitos estranhos como freqüentar enterros, conhece e se apaixona por uma mulher apaixonada pela vida, mas que acredita que em poucos dias, quando chegar aos 80 anos, será uma boa hora para ir embora.


Daí tiramos boas doses de humor e de drama, contados numa história simpática cheia de personalidade. Como sempre reparando nessa parte, a trilha sonora composta exatamente para esse filme, o torna quase um musical, apesar de, em nenhum momento, o filme tratar temas musicais. Um clássico de tipo único que vale a pena ser assistido sempre! [por Rodolfo Domingos]

Sideways - Entre umas e Outras

Bem a cara do cinema independente norteamericano, SIDEWAYS é um filme bem bacana e interessante, com uma temática peculiar, Vinhos, muitas vezes confundidas pelos próprios personagens com simples bebedeiras.

Uma coisa que me chamou muita atenção nessa produção foi que, o que realmente deve ser contado como a trama, se passa nas entrelinhas do roteiro, que chama muita atenção para cidades produtoras de vinhos e a qualidade deles.


Um filme simples que recebeu a indicação ao Oscar de melhor filme, Sideways é uma comédia particular e bem feita. [por Rodolfo Domingos]

Eu te amo, Cara

Paul Rudd é desses caras que ganham a vida com filmes de comédia, e parece querer seguir o mesmo caminho de Adam Sandler. Mas pelo visto ainda tem muito o que aprender. EU TE AMO, CARA não é engraçado, mas incomoda por também não ser um filme ruim.

Visivelmente a trama renderia umas boas cenas de grandes risadas, mas não foi dessa vez. Talvez esse filme tenha tentado ser um tipo do ótimo “Eu os declaro marido e... Larry”. [Por Rodolfo Domingos]

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Desenrola

Que prazer é ver que as produções nacionais estão tomando um novo rumo. É o fim da era filmes Didi/Xuxa e o início de boa produções adolescentes. Num período muito curto tivemos “As Melhores coisas do Mundo”, um filme sensacional, e, agora, DESENROLA, da diretora que eu tive o prazer de conhecer numa sortuda sessão comercial em Petrópolis, Rosane Svartman. É um diretora de talento gracioso. Ela tem precisão e muito estilo em sua direção.
Aliás, estilo é o que não falta na produção que, além de muito alto astral, trata temas sérios com humor e inteligência. Os protagonistas adolescentes têm muito talento. A trilha sonora que atravessa décadas até parar na contemporânea Mallu Magalhães também brilha no filme.

Bons toques na edição, também na fotografia, o filme é divertido, engraçado, alegre, uma pedida excelente pra todos os adolescentes.

[Por Rodolfo Domingos]

Casablanca

Celebrado como um dos filmes mais queridos de Hollywood em todos os tempos, Casablanca é o cinema de massa, redondo a antecessor de tudo que hoje é clichê e forma de aborrecer a crítica.

Mas ainda assim é, de fato, uma produção charmosa, principalmente por se passar numa cidade construída em um deserto africano, esse, por sinal, muito bem retratado pela direção de arte, que jamais saiu dos estúdios da Warner durante as gravações.

A direção precisa e delicada, a trama que mistura romance com clima de guerra, a bela fotografia e a trilha sonora cativante o tornam um filme imortal. Leve também em conta que os atores do longa foram grandes astros que realmente se dedicaram em seus papéis, precisos e intrigantes, no melhor sentido, sempre.

Casablanca, no gênero de romance, é, sem dúvida, um dos meus filmes favoritos. Ainda que seja dos primórdios, a boa direção de Michael Curtiz me ensina muito em cinema!
[por Rodolfo Domingos]

O Planeta dos Macacos

Entretenimento e crítica. São duas palavras que definem bem esse clássico, que não é nenhum grande marco no quesito Cinema, mas emplacou e tem uma mensagem sobre respeitar o diferente muito bem tratada.
Se a canhestra refilmagem de Tim Burton era esquisita e repleta de efeitos visuais que em nada lembram esse, PLANETA DOS MACACOS é manso e conta melhor uma boa história. que, pra minha surpresa, resultaria num final que me deixou bem impressionado, demonstrando que essa era uma história bem original, bem diferente dos blockbusters dos dias de hoje, em que todos caminham para a mesma coisa.

A maquilagem, mesmo em modernos padrões antigos, convence bem e passam a emoção devida de cada personagem. A pouca utilização de efeitos especiais e somado a bucólica paisagem desse ‘planeta’ toda construída à mão dão estilo e graciosidade à fita. Apesar de a trama ser meio confusa no começo, as coisas vão se ajeitando ao longo da história e no final, você assistiu a um bom filme.

[por Rodolfo Domingos]

Sobre Meninos e Lobos

Esse é um drama duro e maciço de Clint Eastwood, que coloca seus seres humanos à prova. A trama é bem construída, cheia de detalhes interessantes, e é certo desafio para o espectador. É bem interpretado por seus atores em papéis difíceis, mas que soma um filme ótimo, de direção impecável, fotografia e trilha sonora bem acabados, utilizados com inteligência.

Apenas um momento na trama parece apressado e sem sentido, na hora em que descobrimos a grande verdade da trama. Não desce muito bem quando dá a entender que foi uma solução de última hora. Mas levemos em conta a carreira de Eastwood e podemos coroar SOBRE MENINOS E LOBOS como um de seus melhores, ao menos nessa década.


[por Rodolfo Domingos]

Coisas de Meninos e Meninas

Apesar de ter dados boas risadas desse filme, o conjunto da obra não é bom. Obviamente as risadas chegam a ser de momentos ridículos. E a trama todo mundo já viu: troca de corpos (qualquer semelhança com “Sexta Feira Muito Louca” ou “Se eu fosse você” pode não ser mera coincidência), só que dessa vez com um casal “sem carisma” adolescente.

Mas o que é mais irritante nessa produção é sua ambigüidade, ora querendo pagar de filme teen, ora querendo ser só mais um American Pie. Os atores são ruins, a criatividade do roteiro é escassa, é tudo que todo mundo já assistiu em outros filmes... Enfim, dá pra passar sem.


[por Rodolfo Domingos]

Seu Amor, Meu Destino

Mais um, mais um... só mais um filme romântico com final previsível. E malfeito.

A trama se desenrola muito rápido, soando forçado o tempo todo, os momentos de emoção são genéricos, e soa tosco demais. Que protagonistas mais sem sal. Efeito placebo, eu diria. Se você chorar, pode contar que está muito mal do coração.


E, olha que coincidência... será que eu já não vi essa mesma história em “Um Amor para Recordar”?


[por Rodolfo Domingos]


sábado, 29 de janeiro de 2011

BRASIL ANIMADO

A primeira produção brasileira rodada no febril 3D, BRASIL ANIMADO, mostra dois ângulos da nossa situação em cinema: Precisamos evoluir a ponto de realmente fazermos um bom cinema, e, ao mesmo tempo, temos garra e vontade de se enquadrar ao novo mercado cinematográfico.
Devo ressaltar que a escolha de uma animação barata para protagonizar a tecnologia não dá muito certo. Os personagens não criam a menor expectativa bacana da terceira dimensão e a direção peca em escolher mal seus ângulos, o que roubou muitas oportunidades de aproveitamento do 3D. Não sendo dos piores, mas podendo melhorar, até que há algumas perspectivas mais protuberantes nas cenas em live action.

Mas o filme não teve grandes sobressaltos. Todos os personagens são repetitivos e cena após cena criam situações que monopolizam uma aura documental na produção. Alguns espectadores podem realmente se estressarem com Stress. O roteiro é fraco e passa muito batido pela mensagem ecológica.


BRASIL ANIMADO perdeu uma grande oportunidade de se destacar entre as produções infantis. No final das contas, dá pra passar sem o 3D.
[por Rodolfo Domingos]

NOVA YOR, EU TE AMO

A série “Cities of Love” foi uma idéia incrível: mostrar um misto de histórias passadas em importantes metrópoles no olhar de diretores de fora e de dentro. O primeiro foi “Paris, eu te amo”, que, sinceramente, eu não assisti. Mas a versão de Nova York é puro charme e inovação.
A mistura de estéticas diferentes enquanto cinema e as variadas formas de personagens oferecem um verdadeiro banquete ao espectador. São todas histórias de amor, mas cada uma com sua peculiaridade, seja ela trágica, cômica, triste, feliz, bela, esperançosa, desesperada...
O filme que pulsa amor, sem os clichês dos romances e das comédias românticas. Um dos melhores filmes de 2010!

[por Rodolfo Domingos]

O PODEROSO CHEFÃO

Nunca houve antes e acredito que jamais haverá algo igual a grandeza e importância da trilogia de “O Poderoso Chefão” na história do cinema. Três grandes filmes de um diretor de mesmo nível.

Além de atuações de nível altíssimo, o roteiro é simplesmente incrível. Uma história bem contada, bem amarrada, e perfeita. Perfeita porque não utiliza de nenhum clichê, de nenhuma fórmula. Se “The Godfather” não foi uma história real, poderia muito bem ter sido. Coppola (na direção) tem domínio técnico e influenciou inúmeras produções nos anos 70.
Nessa produção a máfia italiana é aprofundada e mostra que mesmo entre quem está transgredindo a lei existe união e fidelidade. É a máfia, mas é uma família. A participação de Marlon Brando parece curta, mas tem tanto poder que ecoa nas continuações, seja em representação ou mesmo dentro da história. e contrasta bem com o crescimento majestoso da personagem de Al Pacino.
A primeira parte dessa trilogia é um clássico que realmente merece ser visto e aclamado como algo atemporal.
[por Rodolfo Domingos]

MENINA DE OURO

O toque sincero e profundo no estilo de direção de Clint Eastwood chegam ao auge nesse filme. O já consagrado Clint se consagra ainda mais nessa história que é grandiosa e de rara beleza. O clima pacato e suburbano enchem o filme de uma esperança familiar, e a amizade feita com naturalidade entre as personagens de Clint e de Hillary Swank vão se aprofundando mas “vida real” do que nunca.

A direção e o roteiro abrem mão dos clichês e das burocracias previamente exigidas pela trama. Isso resulta num final cativante e denso, num misto de emoções fortes. As atuações também estão impecáveis e brilham demais. “A Mão” de Eastwood para drama é um talento inigualável!
[por Rodolfo Domingos]

sábado, 22 de janeiro de 2011

As Viagens de Gulliver

A nova empreitada da Fox é a recriação de uma história clássica, “Gulliver’s Travelers”. E quando eu falo “moderna”, é moderna mesmo. Tudo no filme foi traduzido para o ano de 2010. Das gostosas aparições de referências do mundo moderno, encontra-se até mesmo algo com o filme Avatar, de James Cameron. Esse humor que não é adulto, mas também não se encontra nos termos infantis, o tornam um filme agradável, com bons efeitos, consumível perfeitamente pra quem só procura um filme pipoca.

O filme tem duas cenas que soaram toscas, como Gulliver (O Jack Black de sempre, sem nenhuma novidade) ensinando umas cantadas tolas e nada belas para um amigo em Liliput, e um número musical canhestro no final.
De resto, tá tudo no lugar, mesmo que alguns detalhes façam mais sentido para espectadores que conhecem Star Wars e a banda Kiss, entre outros sucessos do mundo pop. [por Rodolfo Domingos]

A Morte e a Vida de Charlie

Depois de ficar famoso como um galã em High School Musical, bons papéis têm aparecido para o jovem Zac Efron. Bons papéis, mas nenhum grande filme. Talvez esse seja o primeiro passo. O que ele fez em CHARLIE ST. CLOUD (no original) o inicia numa variação dramática. Eu o senti um pouco duro para chorar ou se revoltar, mas ele tem evoluções saudáveis. O mesmo início de carreira que Brad Pitt teve que enfrentar até se tornar o ator que é hoje. Quanto ao filme em geral, é um trabalho bem comovente, que se expressa através de crenças sobre contato com os mortos, e visualmente rico, com cenários naturais deslumbrantes e uma fotografia rica, trilha sonora também de acordo.

Algumas subtramas, como a da mãe de Charlie, foram desnecessárias e, como conseqüência, esquecidas e largadas a ponto de não terem desfecho. A protagonista, novata também, consegue soar bem sem sal e sem carisma. Mas ao menos ela não fez a típica menina melosa e cheia dos clichês.
Dá pra chorar e é bonito de ver. então, A MORTE E A VIDA DE CHARLIE pode dizer que cumpriu sua missão.
[por Rodolfo Domingos]

Laranja Mecânica

O visionário Stanley Kubrick mostrou mais uma vez que não tinha medo de ousar. Ele realmente não estava ligando sobre o que iriam pensar de seus filmes, e assim ele entrou para a história uma segunda vez com Clockwork Orange.

O filme é divertido e moderno, mas trata de um assunto peculiar. Como ser quem se é num mundo dominado por tabus e regras que vão ter como opositores uma parcela muitas vezes considerada louca e doentia.

O filme explode em cores e diversas emoções, que vão da comédia sarcástica e pesada a um drama convincente que revelam os extremos de um ser humano incomum, mas ainda assim humano. Os diálogos são afinados e o desenho de produção é absurdo.


O filme é uma referência cinematográfica cheia de estilo e técnica. Sem dúvida, um dos 1001 filmes que se deve ver antes que você morra. Arrisque-se a vê-lo e tente não se ofender, não é nada do que você nunca tenha visto nos noticiários. É um shake fantástico de ideias de uma mente que botou tudo a perder mas preferiu que a humanidade ganhasse uma obra prima.

[por Rodolfo Domingos]

A Lista de Schindler

Existem diretores tão bem preparados para grandes histórias que seus filmes marcam presença na história da arte. Um deles, e também o mais conhecido, é Steven Spielberg, que carrega um fardo chato da não compreensão de sua originalidade, voltada muitas vezes para filmes que se tornaram blockbusters, quase manchando a credibilidade que ele viria a ter com filmes dramáticos.

“A Lista de Schindler” é a obra mais completa e madura. Ele conseguiu fugir de todos os clichês de dramas de guerra existentes, sendo até mesmo poético no roteiro, bem costurado e marcante. Marcante principalmente pelo clássico momento em que Schindler (Liam Neeson) percebe um vestido vermelho de uma criança correndo no caos. O destaque se dá principalmente pelo domínio da fotografia em preto e branco, inteligentemente utilizada. O outro momento em que ele volta a ver o vestido vermelho é talvez a cena mais comovente do filme, que, pra minha surpresa, deixa a emoção ser digerida pelo espectador, em vez de ser enfeitada e jogada forçadamente, como em “O Resgate do Soldado Ryan”, filme de guerra de Spielberg pós ‘Schindler’ que explora seu lado entertainer.


Depois de assistir “A Lista de Schindler”, além de naturalmente comovido, tive a feliz impressão de ter estado em uma aula de cinema magistral!

[por Rodolfo Domingos]

Ben-Hur

O filme que foi considerado o “Avatar de sua época”, mas diferente do épico de James Cameron, arrebatou quase 100% dos Oscars em que estava indicado. A produção é visivelmente caprichada, feita para ser um arrasa quarteirão, e cumpre o seu papel em todos os quesitos. O que foi moda na época, a realização de filmes bíblicos, teve seu auge com esse longa (e põe longo nisso, o filme tem 3h50mins).

Com todo essa margem, a direção tem toda uma liberdade bem aproveitada, contando muito bem as tramas, e deixa seus personagens interessantes. Os exuberantes luxos do filme colocam tudo nos seus lugares e mostra ser um exemplo de fazer cinema. Também as fortes atuações de Charlton Heston e todos os coadjuvantes brilham, chamando tanta atenção quanto os revolucionários efeitos visuais utilizados.


A trama da amizade entre Judah Ben Hur e Messala é a única coisa do filme que pode deixar o espectador com uma pulga atrás da orelha,desconfiando de sua masculinidade, originalmente cotada para ser homossexual.


O filme tem um charme imortal, é belo, e redondo para se assistir facilmente nos nossos dias. O filme que salvou a MGM da falência também teve seus descuidos de produção, mas que colecionam histórias que serão contadas como parte da fascinante história do Cinema. [por Rodolfo Domingos]

[por Rodolfo Domingos]

Encontros e Desencontros

Gostaria de ter mais a dizer sobre a diretora Sofia Coppola, mas eu juro que só conheço este exemplar de trabalho, Lost in Translation, que faz um tipinho moderno, que me agrada.

Ela escolheu bem seus protagonistas, bem enturmados com o mundo moderno, pelo menos encaixou bem nas telas, Scarlet Johanson e Bill Murray. O filme não tenta ir longe demais a ponto de ser surrealista, e isso ganha pontos pro roteiro, simples e marcante. Aliás, o que pode ser mais marcante em termos de romance do que uma aventura fora dos termos?


A trilha é pop e a trama, não que seja parecida, mas me lembrou muito o estilo contemporâneo de “Closer – Perto demais”. Quem assistiu vai saber do que eu estou falando. Enfim, ENCONTROS E DESENCONTROS é gostoso e relaxante de assistir.

[por Rodolfo Domingos]

Beleza Americana

Quem vê a depravação nos quais milhares de filmes hoje se tornaram, talvez não vá se chocar tanto com a dureza com a qual temas perversos foram tratados em American Beauty. Mas eu senti um aperto na mente ao ver uma fita tão intensa que mostra que somos adultos e existem conseqüências devastadoras quando somos radicais com a vida.

O ator brilhante Kevin Spacey foi longe num papel que o destacou depois de anos de carreira sem precisar mudar o visual ou utilizar de efeitos visuais visionários. A intenção do filme não é fazê-lo desconfiar de tudo e de todos, sobre o que fazem quando ninguém está olhando, mas parar de brincar com o tema, ridicularizado em coisas como American Pie e derivados.


As tramas são bem construídas e as atuações intensas e com um nível de realidade grande. Vale a pena conferir um filme que trata de temas atuais e ao mesmo tempo atemporais.


E o final chocante quebra tabus. Simplesmente necessário. [por Rodolfo Domingos]
Martin Scorsese tem seu nome mundialmente conhecido não pelo sucesso de seus filmes, mas, assim qualquer diretor de renome, por seu estilo único em filmes de ação. Antes do brilhante “Os Infiltrados” e de “O Aviador”, ele resolveu contar o nascimento de Nova York. A liberdade, que segundo o filme, foi conquistada com muito sangue.

O filme começa muito bem, a cena de batalha misturada a uma trilha impensável, conquistam o espectador. Mas logo perde a graça. O filme é exageradamente longo dentro de sua proposta e cansativo. Eu já declarei aqui no blog que tenho uma barreira pra gostar do protagonista desse longa, Leonardo DiCaprio, que é o mesmo sem graça de sempre. Eu não acho que ele consiga variar muito suas personalidades entre um personagem e outro. Não que ele seja um mal ator, é claro.


Como eu ia dizendo, ele não se destaca como deveria no filme, Cameron Diz é uma coadjuvante bem montada e livre de projeções repetitivas de seus papéis anteriores, mas o gênio mesmo fica a cargo de Daniel Day-Lewis. Que grande ator ele é, e ainda acho que ele não teve seu grande momento em Hollywood.


Bem, quanto ao resto, a reprodução do século XVIII foi perfeita, do cenário aos figurinos até a reprodução de modismos. E pra concluir, o filme é bem previsível em sua construção geral, resultando num bom final, mas pouco desafiador.
[por Rodolfo Domingos]

sábado, 15 de janeiro de 2011

Vencedores do 1° Prêmio Ação.

Despois de tantos dias de votação, no ar desde 20 de dezembro de 2010, a premiação deste humilde blog relativo aos filmes assistidos por mim em 2010 até a data acima, sejam eles de que ano forem, chega ao seu esperado resultado. Confesso que achei o resultado bacana, mas meio xoxo. Vários filmes levaram dois troféus, Como "(500) Dias com Ela", "As Crônicas de Nárnia - A Viagem do Peregrino da Alvorada" e "Fúria de Titãs", enquanto o GRANDE VENCEDOR, A Origem, levou apenas 3 categorias, incluindo Melhor Filme, das seis em que foi indicado. Os dois filmes com mais indicações, "2001 - Uma odisseia no espaço" e "Desejo e Reparação" ficaram, infelizmente, para trás. O segundo levou apenas um prêmio (Melhor Elenco) e o filme de Kubrick saiu de mãos vazias.

Mas foi uma experiência incrível entrar em contato com os principais leitores do blog para montar um prêmio. Era um sonho, eu diria agora "Missão Cumprida".

Minha ideia para a próxima edição, entre o final de 2011 e o início de 2012, é incrementar com mais algumas categorias e arrecadar um número maior de votações. E, pelo andar da carruagem, teremos catagorias extremamente acirradas. Desde os últimos 10 dias do ano passado e os primeiros desse ano, já contabilizo 80% de filmes incríveis. E mais: Os filmes passarão pela pré-seleção desde já, e não só 2 meses antes do prêmio.

Confira agora a lista de vencedores:

MELHOR FIGURINO
Julie & Julia
Coco Antes de Chanel
Desejo e Reparação
O mundo imaginário do Dr. Parnassus
A jovem rainha Vitória
Sex and the City 2


MELHOR TRILHA SONORA

(500) Dias com Ela
A saga Crepúsculo: Eclipse
Desejo e Reparação
Kill Bill – Volume 1
Em algum lugar do passado
2001 – Uma Odisseia no Espaço
Os infiltrados
Sangue Negro
Tron – O Legado


MELHOR FOTOGRAFIA

Desejo e Reparação
Frost/Nixon
Kill Bill – Volume 1
2001 – Uma Odisseia no Espaço
Ilha do Medo
As Crônicas de Nárnia – A Viagem do Peregrino da Alvorada


MELHOR EDIÇÃO

Bastardos Inglórios
(500) Dias com Ela
Desejo e Reparação
Kill Bill – Volume 1
2001 – Uma Odisseia no Espaço
Os Infiltrados


MELHOR CANÇÃO

Cinema Italiano (Nine)
All In The Serve (A Segunda Chance)
It’s On (Camp Rock 2)
Somewhere in Time (Em Algum Lugar do Passado)
Mrs. Robinson (A Primeira Noite de Um Homem)
There’s a Place for Us (As Crônicas de Nárnia – A Viagem do Peregrino da Alvorada)
What is This? (O estranho mundo de Jack)


MELHOR TRAILER

2012
Fúria de Titãs
Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 1
O Iluminado
As Crônicas de Nárnia – A Viagem do Peregrino da Alvorada


MELHOR DIREÇÃO DE ARTE

Desejo e Reparação
Sherlock Holmes
O mundo imaginário do Dr. Parnassus
Kill Bill – Volume 1
2001 – Uma Odisseia No Espaço
Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 1
As Crônicas de Nárnia – A Viagem do Peregrino da Alvorada
O estranho mundo de Jack


MELHOR PÔSTER

Alice no País das Maravilhas
Peixe Grande e suas histórias maravilhosas
A origem
2001 – Uma Odisseia no Espaço
Sex and the City 2
As Crônicas de Nárnia – A Viagem do Peregrino da Alvorada


MELHORES EFEITOS SONOROS

Fúria de Titãs
Robin Hood
Distrito 9
Kill Bill – Volume 1
2001 – Uma Odisseia No Espaço
Tron – O Legado


MELHOR FILME DE ANIMAÇÃO

Tá chovendo Hambúrguer
Os fantasmas de Scrooge
Toy Story 3
A princesa e o sapo
O estranho mundo de Jack


MELHORES EFEITOS VISUAIS

2012
Distrito 9
A origem
2001 – Uma Odisseia no Espaço
As crônicas de Nárnia – A Viagem do Peregrino da Alvorada
Tron – O Legado


MELHOR ROTEIRO

Bastardos Inglórios
(500) Dias com Ela
Distrito 9
Desejo e Reparação
A origem
Kill Bill – Volume 1
As horas
2001 – Uma Odisseia No Espaço
Os Infiltrados
Sangue Negro


MELHOR ELENCO

Bastardos Inglórios
Desejo e Reparação
A origem
Kill Bill – Volume 1
Os Infiltrados
As horas
As crônicas de Nárnia – A Viagem do Peregrino da Alvorada
Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 1


MELHOR ATRIZ

Meryl Streep (Julie & Julia)
Kate Winslet (O Leitor)
Carrie Mulligan (Educação)
Uma Turman (Kill Bill – Volume 1)
Nicole Kidman (As Horas)
Julianne Moore (As Horas)


MELHOR ATOR

Brad Pitt (Bastardos Inglórios)
Michael Sheen (Frost/Nixon)
Staley Tucci (Um Olhar do Paraíso)
Vagner Moura (Tropa de Elite 2 – O Inimigo agora é outro)
Javier Barden (Onde os Fracos Não Têm Vez)
Daniel Day-Lewis (Sangue Negro)


MELHOR DIRETOR

Quentin Tarantino (Bastardos Inglórios)
Laís Bodansky (As Melhores coisas do Mundo)
Joe Wright (Desejo e Reparação)
Christopher Nolan (A Origem)
Ron Howard (Frost/Nixon)
Terry Gillian (O Mundo imaginário do Dr. Parnassus)
José Padilha (Tropa de Elite 2 – O Inimigo agora é outro)
Stanley Kubrick (2001 – Uma Odisseia No Espaço)
David Yates (Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 1)
Martin Scorsese (Os Infiltrados)
Ridley Scott (Blade Runner – O Caçador de Andróides)


PIOR FILME

O Mistério de Feiurinha
Força G
Gamer
Uma comédia Nada Romântica
Marmaduke
Legião
Uma noite fora de série
Marido por acaso
Fim dos tempos


MELHOR FILME

Julie & Julia
(500) Dias com Ela
Desejo & Reparação
A Origem
2001 – Uma Odisseia no Espaço
Os Infiltrados

Vencedores do

sábado, 8 de janeiro de 2011

Crítica: A REDE SOCIAL

Um dos filmes mais cotados para o Oscar 2011 é sobre a história por trás do Facebook, um verdadeiro fenômeno mundial. O diretor responsável é David Fincher, que tem filmes celebrados no currículo como “Clube da Luta” e “O Curioso Caso de Benjamin Button”. Ele é um homem de talento, preciso nos detalhes e dosa bem toques dramáticos em suas histórias.

Não saiu diferente em A Rede Social. Muito diferente dos filmes sobre a juventude e a faculdade que existem por aí, esse longa explora o lado sombrio e real das coisas. Mas não deixa de ser o universo nerd, com uma trilha sonora moderna e que dá um clima de intriga abafada, o que sai muito bom pra um filme desse porte.


Os jovens atores são vistos nos papéis que vai decolar com suas carreiras. Sem entrar em detalhes, mas sutilezas como a edição, a fotografia, o roteiro, entre outras coisas, contribuem a ponto de merecerem os Oscars devidos.


Se compararmos com o outro favorito, A origem, esse filme é dramaticamente melhor.


[por Rodolfo Domingos]

Crítica: TRON - O LEGADO

No ano de 2010 poucos filmes de entretenimento foram tão completos quanto Tron: O legado. Motivo? Não só a exibição de um 3D bem feito, mas também uma trama visualmente rica e um roteiro sem grandes dificuldades pro espectador, mas algo que fico realmente bom.

Existe uma força vibrante na edição das cenas misturada a uma das trilhas mais gostosas dos grandes filmes de 2010. E mais: Não foi preciso uma incursão no filme anterior para entender o universo de Tron. O filme começa arrebatador (e vai assim até o final) já com uma premissa bem objetiva da história de 27 anos atrás.


E há ainda coisas realmente incríveis dentro do longa. Ressalto com louvor duas coisas:


1 – A aparição de um Jeff Bridges jovem todo recriado em computador, um efeito impressionante, que só mesmo pessoas como eu pra reparar a diferença entre o real e o irreal.


2 – A participação Horrorshow de Michael Sheen num personagem excêntrico e cômico a ponto de roubar um pedaço do filme com estilo. Todos os seus trejeitos lembram personagens como o Coringa e o Charada.


É simplesmente o maior filme pipoca de seu ano.


[Por Rodolfo Domingos]

Crítica: SANGUE NEGRO

Um filme de tema de grande importância para os EUA e um longa de traços marcantes, Sangue Negro é um épico sobre a ganância e um drama profundo que delineia a saga de um homem obstinado ao extremo com a riqueza fácil que vem do petróleo e acaba sendo capaz de tudo pra defender aquilo em que acredita.

Daniel Day-Lewis recebeu o Oscar de ator por esse papel, e é mais que merecido. Ele rouba a cena desse filme que é quase pacato e brilha, simplesmente brilha e deixa o espectador curioso pelo destino de um homem que é o mais humano possível, nem bom, bem mau.


A fantástica trilha sonora dá outra contribuição a fita, sendo usada em partes criteriosamente selecionadas e colaborando para o tom sombrio do longa. Mas apesar de todas as qualidades artísticas presentes nesse filme, devo avisar que se trata de um roteiro com trama dura e difícil. Riqueza e religião entram em jogo para uma disputa sem precedentes na história do cinema. Um excelente épico americano.


[Por Rodolfo Domingos]