sábado, 29 de janeiro de 2011

BRASIL ANIMADO

A primeira produção brasileira rodada no febril 3D, BRASIL ANIMADO, mostra dois ângulos da nossa situação em cinema: Precisamos evoluir a ponto de realmente fazermos um bom cinema, e, ao mesmo tempo, temos garra e vontade de se enquadrar ao novo mercado cinematográfico.
Devo ressaltar que a escolha de uma animação barata para protagonizar a tecnologia não dá muito certo. Os personagens não criam a menor expectativa bacana da terceira dimensão e a direção peca em escolher mal seus ângulos, o que roubou muitas oportunidades de aproveitamento do 3D. Não sendo dos piores, mas podendo melhorar, até que há algumas perspectivas mais protuberantes nas cenas em live action.

Mas o filme não teve grandes sobressaltos. Todos os personagens são repetitivos e cena após cena criam situações que monopolizam uma aura documental na produção. Alguns espectadores podem realmente se estressarem com Stress. O roteiro é fraco e passa muito batido pela mensagem ecológica.


BRASIL ANIMADO perdeu uma grande oportunidade de se destacar entre as produções infantis. No final das contas, dá pra passar sem o 3D.
[por Rodolfo Domingos]

NOVA YOR, EU TE AMO

A série “Cities of Love” foi uma idéia incrível: mostrar um misto de histórias passadas em importantes metrópoles no olhar de diretores de fora e de dentro. O primeiro foi “Paris, eu te amo”, que, sinceramente, eu não assisti. Mas a versão de Nova York é puro charme e inovação.
A mistura de estéticas diferentes enquanto cinema e as variadas formas de personagens oferecem um verdadeiro banquete ao espectador. São todas histórias de amor, mas cada uma com sua peculiaridade, seja ela trágica, cômica, triste, feliz, bela, esperançosa, desesperada...
O filme que pulsa amor, sem os clichês dos romances e das comédias românticas. Um dos melhores filmes de 2010!

[por Rodolfo Domingos]

O PODEROSO CHEFÃO

Nunca houve antes e acredito que jamais haverá algo igual a grandeza e importância da trilogia de “O Poderoso Chefão” na história do cinema. Três grandes filmes de um diretor de mesmo nível.

Além de atuações de nível altíssimo, o roteiro é simplesmente incrível. Uma história bem contada, bem amarrada, e perfeita. Perfeita porque não utiliza de nenhum clichê, de nenhuma fórmula. Se “The Godfather” não foi uma história real, poderia muito bem ter sido. Coppola (na direção) tem domínio técnico e influenciou inúmeras produções nos anos 70.
Nessa produção a máfia italiana é aprofundada e mostra que mesmo entre quem está transgredindo a lei existe união e fidelidade. É a máfia, mas é uma família. A participação de Marlon Brando parece curta, mas tem tanto poder que ecoa nas continuações, seja em representação ou mesmo dentro da história. e contrasta bem com o crescimento majestoso da personagem de Al Pacino.
A primeira parte dessa trilogia é um clássico que realmente merece ser visto e aclamado como algo atemporal.
[por Rodolfo Domingos]

MENINA DE OURO

O toque sincero e profundo no estilo de direção de Clint Eastwood chegam ao auge nesse filme. O já consagrado Clint se consagra ainda mais nessa história que é grandiosa e de rara beleza. O clima pacato e suburbano enchem o filme de uma esperança familiar, e a amizade feita com naturalidade entre as personagens de Clint e de Hillary Swank vão se aprofundando mas “vida real” do que nunca.

A direção e o roteiro abrem mão dos clichês e das burocracias previamente exigidas pela trama. Isso resulta num final cativante e denso, num misto de emoções fortes. As atuações também estão impecáveis e brilham demais. “A Mão” de Eastwood para drama é um talento inigualável!
[por Rodolfo Domingos]

sábado, 22 de janeiro de 2011

As Viagens de Gulliver

A nova empreitada da Fox é a recriação de uma história clássica, “Gulliver’s Travelers”. E quando eu falo “moderna”, é moderna mesmo. Tudo no filme foi traduzido para o ano de 2010. Das gostosas aparições de referências do mundo moderno, encontra-se até mesmo algo com o filme Avatar, de James Cameron. Esse humor que não é adulto, mas também não se encontra nos termos infantis, o tornam um filme agradável, com bons efeitos, consumível perfeitamente pra quem só procura um filme pipoca.

O filme tem duas cenas que soaram toscas, como Gulliver (O Jack Black de sempre, sem nenhuma novidade) ensinando umas cantadas tolas e nada belas para um amigo em Liliput, e um número musical canhestro no final.
De resto, tá tudo no lugar, mesmo que alguns detalhes façam mais sentido para espectadores que conhecem Star Wars e a banda Kiss, entre outros sucessos do mundo pop. [por Rodolfo Domingos]

A Morte e a Vida de Charlie

Depois de ficar famoso como um galã em High School Musical, bons papéis têm aparecido para o jovem Zac Efron. Bons papéis, mas nenhum grande filme. Talvez esse seja o primeiro passo. O que ele fez em CHARLIE ST. CLOUD (no original) o inicia numa variação dramática. Eu o senti um pouco duro para chorar ou se revoltar, mas ele tem evoluções saudáveis. O mesmo início de carreira que Brad Pitt teve que enfrentar até se tornar o ator que é hoje. Quanto ao filme em geral, é um trabalho bem comovente, que se expressa através de crenças sobre contato com os mortos, e visualmente rico, com cenários naturais deslumbrantes e uma fotografia rica, trilha sonora também de acordo.

Algumas subtramas, como a da mãe de Charlie, foram desnecessárias e, como conseqüência, esquecidas e largadas a ponto de não terem desfecho. A protagonista, novata também, consegue soar bem sem sal e sem carisma. Mas ao menos ela não fez a típica menina melosa e cheia dos clichês.
Dá pra chorar e é bonito de ver. então, A MORTE E A VIDA DE CHARLIE pode dizer que cumpriu sua missão.
[por Rodolfo Domingos]

Laranja Mecânica

O visionário Stanley Kubrick mostrou mais uma vez que não tinha medo de ousar. Ele realmente não estava ligando sobre o que iriam pensar de seus filmes, e assim ele entrou para a história uma segunda vez com Clockwork Orange.

O filme é divertido e moderno, mas trata de um assunto peculiar. Como ser quem se é num mundo dominado por tabus e regras que vão ter como opositores uma parcela muitas vezes considerada louca e doentia.

O filme explode em cores e diversas emoções, que vão da comédia sarcástica e pesada a um drama convincente que revelam os extremos de um ser humano incomum, mas ainda assim humano. Os diálogos são afinados e o desenho de produção é absurdo.


O filme é uma referência cinematográfica cheia de estilo e técnica. Sem dúvida, um dos 1001 filmes que se deve ver antes que você morra. Arrisque-se a vê-lo e tente não se ofender, não é nada do que você nunca tenha visto nos noticiários. É um shake fantástico de ideias de uma mente que botou tudo a perder mas preferiu que a humanidade ganhasse uma obra prima.

[por Rodolfo Domingos]

A Lista de Schindler

Existem diretores tão bem preparados para grandes histórias que seus filmes marcam presença na história da arte. Um deles, e também o mais conhecido, é Steven Spielberg, que carrega um fardo chato da não compreensão de sua originalidade, voltada muitas vezes para filmes que se tornaram blockbusters, quase manchando a credibilidade que ele viria a ter com filmes dramáticos.

“A Lista de Schindler” é a obra mais completa e madura. Ele conseguiu fugir de todos os clichês de dramas de guerra existentes, sendo até mesmo poético no roteiro, bem costurado e marcante. Marcante principalmente pelo clássico momento em que Schindler (Liam Neeson) percebe um vestido vermelho de uma criança correndo no caos. O destaque se dá principalmente pelo domínio da fotografia em preto e branco, inteligentemente utilizada. O outro momento em que ele volta a ver o vestido vermelho é talvez a cena mais comovente do filme, que, pra minha surpresa, deixa a emoção ser digerida pelo espectador, em vez de ser enfeitada e jogada forçadamente, como em “O Resgate do Soldado Ryan”, filme de guerra de Spielberg pós ‘Schindler’ que explora seu lado entertainer.


Depois de assistir “A Lista de Schindler”, além de naturalmente comovido, tive a feliz impressão de ter estado em uma aula de cinema magistral!

[por Rodolfo Domingos]

Ben-Hur

O filme que foi considerado o “Avatar de sua época”, mas diferente do épico de James Cameron, arrebatou quase 100% dos Oscars em que estava indicado. A produção é visivelmente caprichada, feita para ser um arrasa quarteirão, e cumpre o seu papel em todos os quesitos. O que foi moda na época, a realização de filmes bíblicos, teve seu auge com esse longa (e põe longo nisso, o filme tem 3h50mins).

Com todo essa margem, a direção tem toda uma liberdade bem aproveitada, contando muito bem as tramas, e deixa seus personagens interessantes. Os exuberantes luxos do filme colocam tudo nos seus lugares e mostra ser um exemplo de fazer cinema. Também as fortes atuações de Charlton Heston e todos os coadjuvantes brilham, chamando tanta atenção quanto os revolucionários efeitos visuais utilizados.


A trama da amizade entre Judah Ben Hur e Messala é a única coisa do filme que pode deixar o espectador com uma pulga atrás da orelha,desconfiando de sua masculinidade, originalmente cotada para ser homossexual.


O filme tem um charme imortal, é belo, e redondo para se assistir facilmente nos nossos dias. O filme que salvou a MGM da falência também teve seus descuidos de produção, mas que colecionam histórias que serão contadas como parte da fascinante história do Cinema. [por Rodolfo Domingos]

[por Rodolfo Domingos]

Encontros e Desencontros

Gostaria de ter mais a dizer sobre a diretora Sofia Coppola, mas eu juro que só conheço este exemplar de trabalho, Lost in Translation, que faz um tipinho moderno, que me agrada.

Ela escolheu bem seus protagonistas, bem enturmados com o mundo moderno, pelo menos encaixou bem nas telas, Scarlet Johanson e Bill Murray. O filme não tenta ir longe demais a ponto de ser surrealista, e isso ganha pontos pro roteiro, simples e marcante. Aliás, o que pode ser mais marcante em termos de romance do que uma aventura fora dos termos?


A trilha é pop e a trama, não que seja parecida, mas me lembrou muito o estilo contemporâneo de “Closer – Perto demais”. Quem assistiu vai saber do que eu estou falando. Enfim, ENCONTROS E DESENCONTROS é gostoso e relaxante de assistir.

[por Rodolfo Domingos]

Beleza Americana

Quem vê a depravação nos quais milhares de filmes hoje se tornaram, talvez não vá se chocar tanto com a dureza com a qual temas perversos foram tratados em American Beauty. Mas eu senti um aperto na mente ao ver uma fita tão intensa que mostra que somos adultos e existem conseqüências devastadoras quando somos radicais com a vida.

O ator brilhante Kevin Spacey foi longe num papel que o destacou depois de anos de carreira sem precisar mudar o visual ou utilizar de efeitos visuais visionários. A intenção do filme não é fazê-lo desconfiar de tudo e de todos, sobre o que fazem quando ninguém está olhando, mas parar de brincar com o tema, ridicularizado em coisas como American Pie e derivados.


As tramas são bem construídas e as atuações intensas e com um nível de realidade grande. Vale a pena conferir um filme que trata de temas atuais e ao mesmo tempo atemporais.


E o final chocante quebra tabus. Simplesmente necessário. [por Rodolfo Domingos]
Martin Scorsese tem seu nome mundialmente conhecido não pelo sucesso de seus filmes, mas, assim qualquer diretor de renome, por seu estilo único em filmes de ação. Antes do brilhante “Os Infiltrados” e de “O Aviador”, ele resolveu contar o nascimento de Nova York. A liberdade, que segundo o filme, foi conquistada com muito sangue.

O filme começa muito bem, a cena de batalha misturada a uma trilha impensável, conquistam o espectador. Mas logo perde a graça. O filme é exageradamente longo dentro de sua proposta e cansativo. Eu já declarei aqui no blog que tenho uma barreira pra gostar do protagonista desse longa, Leonardo DiCaprio, que é o mesmo sem graça de sempre. Eu não acho que ele consiga variar muito suas personalidades entre um personagem e outro. Não que ele seja um mal ator, é claro.


Como eu ia dizendo, ele não se destaca como deveria no filme, Cameron Diz é uma coadjuvante bem montada e livre de projeções repetitivas de seus papéis anteriores, mas o gênio mesmo fica a cargo de Daniel Day-Lewis. Que grande ator ele é, e ainda acho que ele não teve seu grande momento em Hollywood.


Bem, quanto ao resto, a reprodução do século XVIII foi perfeita, do cenário aos figurinos até a reprodução de modismos. E pra concluir, o filme é bem previsível em sua construção geral, resultando num bom final, mas pouco desafiador.
[por Rodolfo Domingos]

sábado, 15 de janeiro de 2011

Vencedores do 1° Prêmio Ação.

Despois de tantos dias de votação, no ar desde 20 de dezembro de 2010, a premiação deste humilde blog relativo aos filmes assistidos por mim em 2010 até a data acima, sejam eles de que ano forem, chega ao seu esperado resultado. Confesso que achei o resultado bacana, mas meio xoxo. Vários filmes levaram dois troféus, Como "(500) Dias com Ela", "As Crônicas de Nárnia - A Viagem do Peregrino da Alvorada" e "Fúria de Titãs", enquanto o GRANDE VENCEDOR, A Origem, levou apenas 3 categorias, incluindo Melhor Filme, das seis em que foi indicado. Os dois filmes com mais indicações, "2001 - Uma odisseia no espaço" e "Desejo e Reparação" ficaram, infelizmente, para trás. O segundo levou apenas um prêmio (Melhor Elenco) e o filme de Kubrick saiu de mãos vazias.

Mas foi uma experiência incrível entrar em contato com os principais leitores do blog para montar um prêmio. Era um sonho, eu diria agora "Missão Cumprida".

Minha ideia para a próxima edição, entre o final de 2011 e o início de 2012, é incrementar com mais algumas categorias e arrecadar um número maior de votações. E, pelo andar da carruagem, teremos catagorias extremamente acirradas. Desde os últimos 10 dias do ano passado e os primeiros desse ano, já contabilizo 80% de filmes incríveis. E mais: Os filmes passarão pela pré-seleção desde já, e não só 2 meses antes do prêmio.

Confira agora a lista de vencedores:

MELHOR FIGURINO
Julie & Julia
Coco Antes de Chanel
Desejo e Reparação
O mundo imaginário do Dr. Parnassus
A jovem rainha Vitória
Sex and the City 2


MELHOR TRILHA SONORA

(500) Dias com Ela
A saga Crepúsculo: Eclipse
Desejo e Reparação
Kill Bill – Volume 1
Em algum lugar do passado
2001 – Uma Odisseia no Espaço
Os infiltrados
Sangue Negro
Tron – O Legado


MELHOR FOTOGRAFIA

Desejo e Reparação
Frost/Nixon
Kill Bill – Volume 1
2001 – Uma Odisseia no Espaço
Ilha do Medo
As Crônicas de Nárnia – A Viagem do Peregrino da Alvorada


MELHOR EDIÇÃO

Bastardos Inglórios
(500) Dias com Ela
Desejo e Reparação
Kill Bill – Volume 1
2001 – Uma Odisseia no Espaço
Os Infiltrados


MELHOR CANÇÃO

Cinema Italiano (Nine)
All In The Serve (A Segunda Chance)
It’s On (Camp Rock 2)
Somewhere in Time (Em Algum Lugar do Passado)
Mrs. Robinson (A Primeira Noite de Um Homem)
There’s a Place for Us (As Crônicas de Nárnia – A Viagem do Peregrino da Alvorada)
What is This? (O estranho mundo de Jack)


MELHOR TRAILER

2012
Fúria de Titãs
Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 1
O Iluminado
As Crônicas de Nárnia – A Viagem do Peregrino da Alvorada


MELHOR DIREÇÃO DE ARTE

Desejo e Reparação
Sherlock Holmes
O mundo imaginário do Dr. Parnassus
Kill Bill – Volume 1
2001 – Uma Odisseia No Espaço
Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 1
As Crônicas de Nárnia – A Viagem do Peregrino da Alvorada
O estranho mundo de Jack


MELHOR PÔSTER

Alice no País das Maravilhas
Peixe Grande e suas histórias maravilhosas
A origem
2001 – Uma Odisseia no Espaço
Sex and the City 2
As Crônicas de Nárnia – A Viagem do Peregrino da Alvorada


MELHORES EFEITOS SONOROS

Fúria de Titãs
Robin Hood
Distrito 9
Kill Bill – Volume 1
2001 – Uma Odisseia No Espaço
Tron – O Legado


MELHOR FILME DE ANIMAÇÃO

Tá chovendo Hambúrguer
Os fantasmas de Scrooge
Toy Story 3
A princesa e o sapo
O estranho mundo de Jack


MELHORES EFEITOS VISUAIS

2012
Distrito 9
A origem
2001 – Uma Odisseia no Espaço
As crônicas de Nárnia – A Viagem do Peregrino da Alvorada
Tron – O Legado


MELHOR ROTEIRO

Bastardos Inglórios
(500) Dias com Ela
Distrito 9
Desejo e Reparação
A origem
Kill Bill – Volume 1
As horas
2001 – Uma Odisseia No Espaço
Os Infiltrados
Sangue Negro


MELHOR ELENCO

Bastardos Inglórios
Desejo e Reparação
A origem
Kill Bill – Volume 1
Os Infiltrados
As horas
As crônicas de Nárnia – A Viagem do Peregrino da Alvorada
Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 1


MELHOR ATRIZ

Meryl Streep (Julie & Julia)
Kate Winslet (O Leitor)
Carrie Mulligan (Educação)
Uma Turman (Kill Bill – Volume 1)
Nicole Kidman (As Horas)
Julianne Moore (As Horas)


MELHOR ATOR

Brad Pitt (Bastardos Inglórios)
Michael Sheen (Frost/Nixon)
Staley Tucci (Um Olhar do Paraíso)
Vagner Moura (Tropa de Elite 2 – O Inimigo agora é outro)
Javier Barden (Onde os Fracos Não Têm Vez)
Daniel Day-Lewis (Sangue Negro)


MELHOR DIRETOR

Quentin Tarantino (Bastardos Inglórios)
Laís Bodansky (As Melhores coisas do Mundo)
Joe Wright (Desejo e Reparação)
Christopher Nolan (A Origem)
Ron Howard (Frost/Nixon)
Terry Gillian (O Mundo imaginário do Dr. Parnassus)
José Padilha (Tropa de Elite 2 – O Inimigo agora é outro)
Stanley Kubrick (2001 – Uma Odisseia No Espaço)
David Yates (Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 1)
Martin Scorsese (Os Infiltrados)
Ridley Scott (Blade Runner – O Caçador de Andróides)


PIOR FILME

O Mistério de Feiurinha
Força G
Gamer
Uma comédia Nada Romântica
Marmaduke
Legião
Uma noite fora de série
Marido por acaso
Fim dos tempos


MELHOR FILME

Julie & Julia
(500) Dias com Ela
Desejo & Reparação
A Origem
2001 – Uma Odisseia no Espaço
Os Infiltrados

Vencedores do

sábado, 8 de janeiro de 2011

Crítica: A REDE SOCIAL

Um dos filmes mais cotados para o Oscar 2011 é sobre a história por trás do Facebook, um verdadeiro fenômeno mundial. O diretor responsável é David Fincher, que tem filmes celebrados no currículo como “Clube da Luta” e “O Curioso Caso de Benjamin Button”. Ele é um homem de talento, preciso nos detalhes e dosa bem toques dramáticos em suas histórias.

Não saiu diferente em A Rede Social. Muito diferente dos filmes sobre a juventude e a faculdade que existem por aí, esse longa explora o lado sombrio e real das coisas. Mas não deixa de ser o universo nerd, com uma trilha sonora moderna e que dá um clima de intriga abafada, o que sai muito bom pra um filme desse porte.


Os jovens atores são vistos nos papéis que vai decolar com suas carreiras. Sem entrar em detalhes, mas sutilezas como a edição, a fotografia, o roteiro, entre outras coisas, contribuem a ponto de merecerem os Oscars devidos.


Se compararmos com o outro favorito, A origem, esse filme é dramaticamente melhor.


[por Rodolfo Domingos]

Crítica: TRON - O LEGADO

No ano de 2010 poucos filmes de entretenimento foram tão completos quanto Tron: O legado. Motivo? Não só a exibição de um 3D bem feito, mas também uma trama visualmente rica e um roteiro sem grandes dificuldades pro espectador, mas algo que fico realmente bom.

Existe uma força vibrante na edição das cenas misturada a uma das trilhas mais gostosas dos grandes filmes de 2010. E mais: Não foi preciso uma incursão no filme anterior para entender o universo de Tron. O filme começa arrebatador (e vai assim até o final) já com uma premissa bem objetiva da história de 27 anos atrás.


E há ainda coisas realmente incríveis dentro do longa. Ressalto com louvor duas coisas:


1 – A aparição de um Jeff Bridges jovem todo recriado em computador, um efeito impressionante, que só mesmo pessoas como eu pra reparar a diferença entre o real e o irreal.


2 – A participação Horrorshow de Michael Sheen num personagem excêntrico e cômico a ponto de roubar um pedaço do filme com estilo. Todos os seus trejeitos lembram personagens como o Coringa e o Charada.


É simplesmente o maior filme pipoca de seu ano.


[Por Rodolfo Domingos]

Crítica: SANGUE NEGRO

Um filme de tema de grande importância para os EUA e um longa de traços marcantes, Sangue Negro é um épico sobre a ganância e um drama profundo que delineia a saga de um homem obstinado ao extremo com a riqueza fácil que vem do petróleo e acaba sendo capaz de tudo pra defender aquilo em que acredita.

Daniel Day-Lewis recebeu o Oscar de ator por esse papel, e é mais que merecido. Ele rouba a cena desse filme que é quase pacato e brilha, simplesmente brilha e deixa o espectador curioso pelo destino de um homem que é o mais humano possível, nem bom, bem mau.


A fantástica trilha sonora dá outra contribuição a fita, sendo usada em partes criteriosamente selecionadas e colaborando para o tom sombrio do longa. Mas apesar de todas as qualidades artísticas presentes nesse filme, devo avisar que se trata de um roteiro com trama dura e difícil. Riqueza e religião entram em jogo para uma disputa sem precedentes na história do cinema. Um excelente épico americano.


[Por Rodolfo Domingos]

Crítica: TUDO PODE DAR CERTO

Woody Allen é um grande cineasta, tem muito estilo, e isso é bem visível nesse filme, que mais uma vez explora a vida esquisita de algumas pessoas comuns de Nova Iorque.

Uma garota indefesa perdida na cidade acaba recebendo auxílio de um senhor rabugento (mas muito engraçado) e ela se apaixona por ele. Depois que eles se casam, questões éticas e religiosas começam a tomar formas avassaladoras na vida do casal e a família dela.

O filme tem um tom muito crítico aos religiosos cristãos, e uma apelação grotesca e previsível sobre homossexualidade. Eu diria que é uma comédia para pessoas alternativas, porque a maioria se sentirá ofendido diante da trama levemente ousada. Mas no geral, Whatever Works tem um texto muito bom e momentos imperdíveis, como, no início do filme, O senhor rabugento conversando com os espectadores e ninguém entendendo nada, pessoas na rua gritam “Aquele cara está falando sozinho”. Bacana, mas nada comparado a sua produção anterior Vick Cristina
Barcelona.


[por Rodolfo Domingos]

Crítica: DIÁRIO DE UM BANANA

Há uma qualidade bem expressiva dos filmes infantis nos últimos cinco anos, empurradas principalmente pela onde de adaptações literárias. Uma das mais recentes empreitadas é uma história divertida sobre como é entrar na 5ª série. E todos sabem, é duro. Mas “Diário de Um Banana”, também tirada de uma série literária Best Seller, traça momentos muito divertidos na pele de um garoto que só quer chamar atenção de todos em seu primeiro ano na nova escola.

Esse filme foge de todos os clichês dos desenrolares de filmes infantis, as situações levam até mesmo os mais velhos relembrarem com carinho sua primeira vez na 5ª série. E isso é emocionante. Apesar de caricatos, suas personagens vão sempre nos lembrar alguém que conhecemos na escola. Deixo pra você, seja qual for a sua idade, conferir esse filme absurdamente incrível.


[Por Rodolfo Domingos]

Crítica: SALT

O mais recente thriller de ação de Angelina Jolie é eletrizante. Leve isso como elogio. A trama é curta e o filme pequeno, dando espaço suficiente pra boas cenas de ação.

Mas falta, talvez, inovação. Acredito que boa parte de vocês já esteja cansado da imagem repetitiva de heroína de ação exibida e sedutora da atriz. Ela criou o próprio clichê. Pra nossa sorte vez ou outra ela vem com dramas que descansam a imagem repetitiva.


Outra coisa chatinha – ou pode acabar interessando demais – é a ambigüidade de Salt, que confunde o espectador mais pro final da fita. Com a atenção quase toda voltada em marcar a personagem, o filme acaba como uma desculpa para ver Jolie se desbravar em diferentes visuais.



[por Rodolfo Domingos]

Crítica: TE AMAREI PARA SEMPRE

Os filmes de romance fazem parte do imaginário das pessoas, principalmente quando se trata de um exemplar como “Te amarei para sempre” (título brasileiro para o que seria “A esposa do viajante do tempo” no original). Mais uma história romântica impossível, pra quem curtiu as ideias por trás de A Casa do Lago e Em Algum Lugar do Passado.

Tenho que ser franco, não rola uma química perfeita no casal protagonistas, Eric Bana e Rachael McAdams. E mais: essa coisa de idas e vindas através do tempo, ainda que fantásticas, elas não são digeridas muito bem pelos espectadores.


De início as personagens aparecem “perdidas” na história, se é que vão me entender. Os primeiros diálogos não têm uma introdução correta pra convidar o espectador a ficar até o final.o que me chateia nesse longa é a falta de tom do viajante do tempo, que deixa de explicar detalhes que dariam mais veracidade a trama. Mas no final o resultado é positivo: o romance é bem acabado, emotivo na medida certa e tem carisma com o público.


[por Rodolfo Domingos]

Crítica: A RAINHA

Eu até que tentei gostar mais desse filme, em função de sua indicação ao Oscar de melhor filme em 2007, mas não deu.

É chato você ter de falar sobre um filme em cuja trama só há uma única coisa realmente boa. Eu falo, é claro, a interpretação fina de Helen Mirren, que interpreta uma personagem real, a Rainha Elizabeth.


A trama é vazia, o filme é broxante, a não ser pela original montagem da cena de perseguição de paparazzis a princesa Diana. Mas isso é no início e, apesar de dar um gás inicial a quem assiste, se deixa perder em algo totalmente descartável, ou mesmo desnecessário.


Infelizmente não há nada que possa contribuir pra valer o tempo em frente à TV. Não há brilho, não há força de cinema. A idéia de mostras o pós morte da princesa na família Real dá a entender de que há algo realmente de grande valor pra se saber.... Mas não há. Dispensável.


[por Rodolfo Domingos]


Crítica: O ESTRANHO MUNDO DE JACK

A originalidade de Tim Burton é incontestável, e esse filme é o maior clássico de sua carreira, mas, ironicamente, não é o melhor de todos. Se trata de Jack e seu mundo de Halloween. Ele descobre, sem querer, o maravilhoso mundo do Natal e, em sua inocência macabra, tenta roubar as ideias e trazê-las para seu mundo. Feita a confusão, principalmente com o seqüestro de Papai Noel.

O filme é um luxo em termos de animação Stop Motion e um musical ainda melhor do que o feito em A NOIVA CADÁVER. As músicas e as letras foram primorosamente compostas pelo cara de sempre, Danny Elfman, e até hoje colecionam milhões de fãs. Mas a idéia por trás do filme é mal colocada em cena, e o final é puramente sem propósito. No final, eu me frustrei com a pobreza do roteiro, culminando num final xoxo sem nenhum grande lance, nem mesmo uma lição de moral, o que é tipicamente de filmes infantis.


Mas não é um filme que eu diria que não vale a pena assistir, há personagens interessantes na história e um romance inspirador. Eu só advirto uma questão: algumas crianças podem se assustar com o exagero de aparições horrendas e assumidamente maldosas.

[por Rodolfo Domingos]

Crítica: DECISÕES EXTREMAS

Eles emocionam, dão lições e reúnem uma família em frente à TV. São os filmes “família”, seja em forma de drama, comédia ou aventura. Mas, cá entre nós, não há nada mais previsível e clichê que histórias de superação.

DECISÕES EXTREMAS traz uma história real de um empresário (Brendan Fraser) disposto a investir na teoria de uma possível cura pra doença de dois de seus filhos. O médico responsável pela tese é um homem peculiar e impulsivo, interpretado duvidosamente por Harrison Ford, o ator por trás de personagens memoráveis como Indiana Jones e Deckard, o caçador de andróides de Blade Runner.


Sendo uma história real, o roteiro vem com lacunas vazias, onde poderiam ser inseridos detalhes que dessem mais gás de realidade e intensidade dramática à história. As atuações não são as melhores dos atores e principalmente de Ford, que parece não gostar muito de seu papel, e o faz exagerado, bruto e sem o menor carisma com o público, e não estou falando da natureza da personagem, inegavelmente desprezível.


Para um público mais detalhista, o filme ainda pode parecer maçante em suas diversas cenas em ambientes repetitivos. É bom, mas não é um filme marcante.

[por Rodolfo Domingos]

Crítica: ANO UM

Vou ser o mais breve nesse texto e só o leia se realmente estiver afim de assistir esse filme.

É o seguinte, toda trama é metida a engraçada, mas as situações biblicamente esquisitas são desconexas e tola, realmente uma comédia idiota e desnecessária. Um papel muito ralo pro ótimo ator que é Jack Black. Dá vergonha de assistir. E pra piorar, o filme tem 1h30 que seriam facilmente enxugadas. Ainda assim o filme não seria bom.


Quer uma dica: Não perca seu tempo com Year One.

[por Rodolfo Domingos]

sábado, 1 de janeiro de 2011

Prêmio Ação - 2011

Olá, leitores. Esse post não se dedica a nenhum filme específico, mas aos grandes filmes assistidos pelo blog esse ano. 2010 foi realmente incrível, e por isso mesmo era mais que justa uma premiação, uma espécie de Oscar do nosso blog. Ressalto aqui que não se trata de filmes somente lançados em 2010, mas de qualquer filme. Confesso que cada seleção foi uma difícil decisão, foram dias e mais dias ponderando títulos, categorias e profissionais, pra depois passar pela seleção final e escolher os indicados oficiais. São diversas categorias e espero satisfazê-los. Para resultados justos, foi selecionada uma equipe com critérios especiais para a realização da votação, que ainda não terminou. Mas você pode colaborar, comentando essa postagem e exibindo suas opiniões. Desde já agradeço pelo grande apoio que o blog vem recebendo desde junho. 6 maravilhosos meses de trabalho árduo e sucesso crescente.

Confira agora os indicados.


MELHOR FIGURINO
Julie & Julia
Coco Antes de Chanel
Desejo e Reparação
O mundo imaginário do Dr. Parnassus
A jovem rainha Vitória
Sex and the City 2


MELHOR TRILHA SONORA

(500) Dias com Ela
A saga Crepúsculo: Eclipse
Desejo e Reparação
Kill Bill – Volume 1
Em algum lugar do passado
2001 – Uma Odisseia no Espaço
Os infiltrados
Sangue Negro
Tron – O Legado


MELHOR FOTOGRAFIA

Desejo e Reparação
Frost/Nixon
Kill Bill – Volume 1
2001 – Uma Odisseia no Espaço
Ilha do Medo
As Crônicas de Nárnia – A Viagem do Peregrino da Alvorada


MELHOR EDIÇÃO

Bastardos Inglórios
(500) Dias com Ela
Desejo e Reparação
Kill Bill – Volume 1
2001 – Uma Odisseia no Espaço
Os Infiltrados


MELHOR CANÇÃO

Cinema Italiano (Nine)
All In The Serve (A Segunda Chance)
It’s On (Camp Rock 2)
Somewhere in Time (Em Algum Lugar do Passado)
Mrs. Robinson (A Primeira Noite de Um Homem)
There’s a Place for Us (As Crônicas de Nárnia – A Viagem do Peregrino da Alvorada)
What is This? (O estranho mundo de Jack)


MELHOR TRAILER

2012
Fúria de Titãs
Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 1
O Iluminado
As Crônicas de Nárnia – A Viagem do Peregrino da Alvorada


MELHOR DIREÇÃO DE ARTE

Desejo e Reparação
Sherlock Holmes
O mundo imaginário do Dr. Parnassus
Kill Bill – Volume 1
2001 – Uma Odisseia No Espaço
Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 1
As Crônicas de Nárnia – A Viagem do Peregrino da Alvorada
O estranho mundo de Jack


MELHOR PÔSTER

Alice no País das Maravilhas
Peixe Grande e suas histórias maravilhosas
A origem
2001 – Uma Odisseia no Espaço
Sex and the City 2
As Crônicas de Nárnia – A Viagem do Peregrino da Alvorada


MELHORES EFEITOS SONOROS

Fúria de Titãs
Robin Hood
Distrito 9
Kill Bill – Volume 1
2001 – Uma Odisseia No Espaço
Tron – O Legado


MELHOR FILME DE ANIMAÇÃO

Tá chovendo Hambúrguer
Os fantasmas de Scrooge
Toy Story 3
A princesa e o sapo
O estranho mundo de Jack


MELHORES EFEITOS VISUAIS

2012
Distrito 9
A origem
2001 – Uma Odisseia no Espaço
As crônicas de Nárnia – A Viagem do Peregrino da Alvorada
Tron – O Legado


MELHOR ROTEIRO

Bastardos Inglórios
(500) Dias com Ela
Distrito 9
Desejo e Reparação
A origem
Kill Bill – Volume 1
As horas
2001 – Uma Odisseia No Espaço
Os Infiltrados
Sangue Negro


MELHOR ELENCO

Bastardos Inglórios
Desejo e Reparação
A origem
Kill Bill – Volume 1
Os Infiltrados
As horas
As crônicas de Nárnia – A Viagem do Peregrino da Alvorada
Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 1


MELHOR ATRIZ

Meryl Streep (Julie & Julia)
Kate Winslet (O Leitor)
Carrie Mulligan (Educação)
Uma Turman (Kill Bill – Volume 1)
Nicole Kidman (As Horas)
Julianne Moore (As Horas)


MELHOR ATOR

Brad Pitt (Bastardos Inglórios)
Michael Sheen (Frost/Nixon)
Staley Tucci (Um Olhar do Paraíso)
Vagner Moura (Tropa de Elite 2 – O Inimigo agora é outro)
Javier Barden (Onde os Fracos Não Têm Vez)
Daniel Day-Lewis (Sangue Negro)


MELHOR DIRETOR

Quentin Tarantino (Bastardos Inglórios)
Laís Bodansky (As Melhores coisas do Mundo)
Joe Wright (Desejo e Reparação)
Christopher Nolan (A Origem)
Ron Howard (Frost/Nixon)
Terry Gillian (O Mundo imaginário do Dr. Parnassus)
José Padilha (Tropa de Elite 2 – O Inimigo agora é outro)
Stanley Kubrick (2001 – Uma Odisseia No Espaço)
David Yates (Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 1)
Martin Scorsese (Os Infiltrados)
Ridley Scott (Blade Runner – O Caçador de Andróides)

PIOR FILME

O Mistério de Feiurinha
Força G
Gamer
Uma comédia Nada Romântica
Marmaduke
Legião
Uma noite fora de série
Marido por acaso
Fim dos tempos


MELHOR FILME

Julie & Julia
(500) Dias com Ela
Desejo & Reparação
A Origem
2001 – Uma Odisseia no Espaço
Os Infiltrados