O filme que foi considerado o “Avatar de sua época”, mas diferente do épico de James Cameron, arrebatou quase 100% dos Oscars em que estava indicado. A produção é visivelmente caprichada, feita para ser um arrasa quarteirão, e cumpre o seu papel em todos os quesitos. O que foi moda na época, a realização de filmes bíblicos, teve seu auge com esse longa (e põe longo nisso, o filme tem 3h50mins).Com todo essa margem, a direção tem toda uma liberdade bem aproveitada, contando muito bem as tramas, e deixa seus personagens interessantes. Os exuberantes luxos do filme colocam tudo nos seus lugares e mostra ser um exemplo de fazer cinema. Também as fortes atuações de Charlton Heston e todos os coadjuvantes brilham, chamando tanta atenção quanto os revolucionários efeitos visuais utilizados.
A trama da amizade entre Judah Ben Hur e Messala é a única coisa do filme que pode deixar o espectador com uma pulga atrás da orelha,desconfiando de sua masculinidade, originalmente cotada para ser homossexual.
O filme tem um charme imortal, é belo, e redondo para se assistir facilmente nos nossos dias. O filme que salvou a MGM da falência também teve seus descuidos de produção, mas que colecionam histórias que serão contadas como parte da fascinante história do Cinema. [por Rodolfo Domingos]
[por Rodolfo Domingos]
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