Martin Scorsese tem seu nome mundialmente conhecido não pelo sucesso de seus filmes, mas, assim qualquer diretor de renome, por seu estilo único em filmes de ação. Antes do brilhante “Os Infiltrados” e de “O Aviador”, ele resolveu contar o nascimento de Nova York. A liberdade, que segundo o filme, foi conquistada com muito sangue.O filme começa muito bem, a cena de batalha misturada a uma trilha impensável, conquistam o espectador. Mas logo perde a graça. O filme é exageradamente longo dentro de sua proposta e cansativo. Eu já declarei aqui no blog que tenho uma barreira pra gostar do protagonista desse longa, Leonardo DiCaprio, que é o mesmo sem graça de sempre. Eu não acho que ele consiga variar muito suas personalidades entre um personagem e outro. Não que ele seja um mal ator, é claro.
Como eu ia dizendo, ele não se destaca como deveria no filme, Cameron Diz é uma coadjuvante bem montada e livre de projeções repetitivas de seus papéis anteriores, mas o gênio mesmo fica a cargo de Daniel Day-Lewis. Que grande ator ele é, e ainda acho que ele não teve seu grande momento em Hollywood.
Bem, quanto ao resto, a reprodução do século XVIII foi perfeita, do cenário aos figurinos até a reprodução de modismos. E pra concluir, o filme é bem previsível em sua construção geral, resultando num bom final, mas pouco desafiador.
[por Rodolfo Domingos]
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