É previsível o apelo comercial de BURLESQUE, que, sem inocência, tem como protagonistas verdadeiras divas do POP, cujos papéis poderiam, sem nenhum problema, ser interpretados por outras atrizes.De ponta a ponta, a trama de Burlesque usa e abusa de todos os clichês, da montagem das cenas a condução da história.
Como a parte principal de um musical é literalmente a música, Buslesque até que não faz feio. O clima cabaresco misturado a canções envolventes e bem arrumadas cativa o espectador principal do gênero.
Olhando por outro ângulo, algumas coisas do longa são incoerentes, como o desfecho da “canção inacabada” que não bate com o pré anunciado, e o detalhe do ano em que se passa a história, hora lembrando a década de 90, hora como os anos do início do século, época de disseminação desse estilo de show. Incrível há uma aparição muito curta do uso de tecnologias em cena.
Christina Aguilera, por sua bagagem musical, até que encaixa com o filme, mas Cher cai como uma caricatura de si própria, mal explorada e estranhamente dramática. Só o seu lado preocupada e reclamona fica à mostra. Apenas uma cena sua tem um êxito na satisfação do espectador, quando a veterana canta uma canção forte (mas infelizmente sem nenhuma relevância no geral).
Tenho também de ressaltar que as seqüências musicais podem soar repetitivas, já apenas uma não se passa dentro do “Burlesque Lounge”. Pra quem isso acontecer, vai também achar que o filme não passa de um jogo de holofotes e um grupo de canções.
Visualmente belo, mas por ora exagerado (pela variação do gosto do espectador), BURLESQUE não apresenta nada de novo, mas embala. Um típico filme que dividirá opiniões. 7.4 é uma nota válida, se eu tivesse de dar uma.
[por Rodolfo Domingos]
[por Rodolfo Domingos]
Nenhum comentário:
Postar um comentário