Esse clássico que, eu diria, é bem ousado, é um Cult muito interessante. A típica história poucas vezes contada no cinema de um cara mais novo com uma mulher mais velha é feita aqui de uma forma inesperada, chegando ao extremo da exploração das faixas de idade e grandiosos momentos que comparam a vida e a morte.Harold, um garoto nada ingênuo, apaixonado pela morte, que vive encenando para uma mãe despreocupada cenas de falsa morte, tem hábitos estranhos como freqüentar enterros, conhece e se apaixona por uma mulher apaixonada pela vida, mas que acredita que em poucos dias, quando chegar aos 80 anos, será uma boa hora para ir embora.
Daí tiramos boas doses de humor e de drama, contados numa história simpática cheia de personalidade. Como sempre reparando nessa parte, a trilha sonora composta exatamente para esse filme, o torna quase um musical, apesar de, em nenhum momento, o filme tratar temas musicais. Um clássico de tipo único que vale a pena ser assistido sempre! [por Rodolfo Domingos]
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