domingo, 27 de março de 2011

O Sétimo Selo

Esse grande clássico de Ingmar Bergman não é norteamericano, e tem muito da personalidade do diretor. Você deve ter como referência desse filme a cena em que a morte joga xadrez com um soldado medieval.



Concordando – e não copiando – o que dizem sobre ele no livro “1001 Filmes Para Ver Antes de Morrer”, é lamentável que um filme com tanta coisa a se discutir e relembrar esteja marcado por uma só cena.


A aura medieval de crença absoluta na Bíblia e o tom sombrio – assim como psicose, foi filmado em preto e branco propositalmente – levam a uma caça incessante por respostas sobre bem e mal junto ao protagonista, que mostra pontos curiosos de sua personalidade, contrastando com sua imagem magra, branca e sem simpatia.


É praticamente uma fábula sobre a morte e uma junção de medo e esperança. Na trama é como se o apocalipse estivesse acontecendo e, mais pro final, isso é angustiante. Só que o filme tem sacadas legais, então, apesar de Cult, “Det Sjunde Inseglet” (no original) é objetivo, curto e até divertido de ver. Recomendo numa boa. [por Rodolfo Domingos]

Psicose

O maior clássico de terror de todos os tempos é também o maior filme do diretor inglês Alfred Hitchcock. Demorou e, depois de muita procura, consegui assistir esse filme, que, eu diria, e não apenas pela cena do banheiro, é essencial.



Como qualquer filme de terror de nossos dias, “Psycho” é divertido, causa tensão e dá sustos, mas pelo menos pra quem curte cinema, o grande barato desse filme é que provém de um diretor que foi o precursor do jeito como se faz um bom suspense.


Psicose tem personagens interessantes e uma trama mórbida, filmada inteligentemente de forma sombria na tonalidade de preto e branco – na época já se fazia filmes coloridos.


Outro ponto positivo do longa é a atuação marcante de Anthony Perkins, que se envolveu tanto com a trama que esteve presente na produção de uma “continuação”, em 1986 – o que não lhe rendeu nenhum prestígio.


Hitchcock não tem medo de fazer filmes de gênero e ainda fez com maestria. Junte isso a uma trilha imortal e temos um clássico pomposo. [por Rodolfo Domingos]

...E o Vento Levou

Esse grande clássico de Ingmar Bergman não é norteamericano, e tem muito da personalidade do diretor. Você deve ter como referência desse filme a cena em que a morte joga xadrez com um soldado medieval.



Concordando – e não copiando – o que dizem sobre ele no livro “1001 Filmes Para Ver Antes de Morrer”, é lamentável que um filme com tanta coisa a se discutir e relembrar esteja marcado por uma só cena.


A aura medieval de crença absoluta na Bíblia e o tom sombrio – assim como psicose, foi filmado em preto e branco propositalmente – levam a uma caça incessante por respostas sobre bem e mal junto ao protagonista, que mostra pontos curiosos de sua personalidade, contrastando com sua imagem magra, branca e sem simpatia.


É praticamente uma fábula sobre a morte e uma junção de medo e esperança. Na trama é como se o apocalipse estivesse acontecendo e, mais pro final, isso é angustiante. Só que o filme tem sacadas legais, então, apesar de Cult, “Det Sjunde Inseglet” (no original) é objetivo, curto e até divertido de ver. Recomendo numa boa. [por Rodolfo Domingos]

Um Homem Sério

Esse filme dos Irmãos Coen é uma comédia muito particular. Será preciso do espectador uma intimidade natural com os filmes de Joel e Ethan e uma despreocupação com desfechos satisfatórios.



O filme, eu diria, é uma visão pacata da comunidade judia nos Estados Unidos. Não vou dissertar muito sobre esse filme por um único motivo. Nem sempre o que parece filme cabeça é essa complicação toda que dá a entender. O filme foi muito agradável de se assistir e eu acho que o filme só quis contar uma história diferente. Depois de analisar bem o filme anterior dos diretores “Onde os Fracos não têm vez”, percebi que os Coen são bem simples de se entender. É que tem gente que tenta ver o que não existe. Algo como tentar ver sentido em tudo na série LOST.

Vale lembrar que o fato de serem simples os torna geniais pro cinema. O filme foi até indicado ao Oscar de Melhor filme em 2010. [por Rodolfo Domingos]

Kick Ass - Quebrando Tudo.

Quem nunca quis ser super-herói? Seja o brilho dos poderes ou a real vontade de salvar o mundo, a verdade é que todos nós queremos fazer a diferença. E é exatamente isso que o herói Kick Ass faz.



Cansado da acomodação das pessoas de não tentar, de alguma forma, combater o mal da cidade, esse jovem nerd compra um uniforme de herói pela internet e se arrisca nas noites batendo (ou tentando) em bandidos. Ele é fraco, mas arruma grandes aliados quando a proporção disso tudo cresce.


O filme tem tudo que o universo teen gosta: Boa música, cores, atitude, adrenalina e bons efeitos especiais. O filme pega bem o universo das HQs e do mundo pop e conta uma história divertida, engraçada e despreocupada. Tanto que a segunda metade do filme segue a mesma linha dos filmes de super-heróis de verdade.


Nicholas Cage até que está bem nesse filme, mas é cômico pensar que seja a mesma pessoa debaixo de um uniforme a La Batman. Mas a grande revelação do filme fica por conta de Chloe Moretz, uma atriz mirim que não tem medo de ousar – e fala até palavrão no filme.


Algo que também encheu meus olhos no longa foi a edição ágil e criativa, dou destaque inclusive para uma cena de pura ação mais pro final, toda vista com luzes piscando e coma algumas câmeras lentas.


Um filme pipoca super impecável! [por Rodolfo Domingos]

Apenas Uma Vez

Um musical fora dos padrões estéticos, um romance sincero e cabível no mundo real, um relato íntimo da vida cotidiana... ou seja, um filme chamoso.



Nessa produção modesta da Inglaterra, o grande chamariz do filme são as músicas, principalmente a canção vencedora do Oscar, “Falling Slowly”. O uso de bastante câmera na mão e diálogos simples, tornam esse filme intimista e esperançoso. A trama é contada mesmo nas entrelinhas das (ótimas) músicas, todas lentas e poéticas.



Não é o melhor filme da década nem o melhor musical moderno, mas tem seu brilho e conhece seu público. Quem não gosta de histórias curtas, modestas nem de musicais, não se faz necessário “Once”, pros outros, um bom filme para uma tarde chuvosa. [por Rodolfo Domingos]

Mary & Max - Uma Amizade Diferente

Na contramão da maioria das animações, MARY E MAX é um doce olhar sobre a solidão, amizade e vida. Uma animação de um pequeno estúdio australiano, esse filme é sincero e ousado ao contar a amizade à correspondências de uma garotinha com um senhor Americano. Essa amizade irá refletir no resto da vida deles.



O roteiro tem grandes sacadas e, por que não dizer, cenas inesquecíveis, como Mary, já adulta, prestes a se enforcar e de repente sua vida toda passa pela sua mente ao som de uma melodia perfeita.




Em geral, não coloque as crianças para assisti-lo, apesar de ser uma animação proveniente do carismático Stop Motion em massinha. Mary & Max é essencial para todos os espectadoras, menos os menores de 12. [por Rodolfo Domingos]