domingo, 24 de abril de 2011

Rio

Foi possível prever o estrondoso sucesso de RIO no Brasil, só que, melhor do que tudo isso, é assistir e descobrir que o charme do tropicalismo de uma cidade como a do título inspirou uma história tão bem construída, engraçada e espantosamente bela.



Desde a abertura do filme num jogo de belos vôos embalado por um samba cheio de vida e mais brasileiro impossível você já sente vida no filme. Sem perder o ritmo, Saldanha soube fazer um filme equilibrado no humor e na doçura. Ao mesmo tempo que é o Rio de Janeiro de um Leblon com pessoas ricas, tem o exuberante visual de grandes favelas que abrigam gente do bem e gente do mal. Aliás, a direção de arte das favelas me deixou em êxtase.



Bem, para minha surpresa, o filme também é um musical de primeira grandeza. A produção musical por conta do conterrâneo Sérgio Mendes montou uma trilha sonora madura, embora os hip hops de Will I am tenha momentos que lembrem um funk mais plastificado. Mas todas as canções, todas mesmo, são boas.



A técnica de animação também é excelente e merece ser “pau a pau” comparada com a Pixar. De uns tempos para cá as animações da Fox têm me agradado mais que os filmes da Dreamworks, por exemplo.



O fato de eu não ter visto em 3D não tira a grandeza visual. Fica bem, mas bem claro que há muitas cenas para se ver no 3D que, para a nossa sorte, foi dos melhores e não um transfer qualquer.


RIO dá gosto de se ver. [por Rodolfo Domingos]

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