Não é à toa a fraca repercussão deste terror/suspense pelo mundo. Mesmo com todos os esforços, o produtor Guillermo DelToro está apenas se reciclando nesta trama, que sozinha não surpreende às platéias que embarcaram na onda de terrores mais intensos como “Jogos Mortais” e “Atividade Paranormal”. Aqui Del Toro repete o que fez em “O Orfanato” e “O Labirinto do Fauno”, tendo como base uma criança, uma casa e mistérios perturbadores.Dessa vez pelo menos ele pode contar com mais uma criança genialmente talentosa, a menina Bailee Madison (Ponte Para Terabítia), cuja personagem tem um visual “vermelhamente marcante” e uma atuação capaz de arrebatar a platéia. Mas isso não foi suficiente pra segurar o filme, que extrapola ao investir demais em cenas de sussurros dos monstrinhos, esses que mais parecem ratos de laboratórios vítimas de experiências que deram errado.
A atuação da protagonista Katie Holmes também soa completamente substituível.
O filme desanda ainda mais quando o roteiro começa a se perder nos detalhes. Um exemplo disso é quando a menina consegue matar um dos bichinhos e isso nem ao menos serve de prova pra mostrar aos adultos que ela estava certa.
No fim, resta a boa direção de arte e alguns sustos. (Rodolfo Domingos)
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